Estamos no comando, e a Venezuela é um país morto, diz Trump
Presidente não descartou a possibilidade de invadir a Colômbia. "Parece bom para mim", disse Trump
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SÃO PAULO, SP (UOL/FOLHAPRESS) - O presidente dos EUA, Donald Trump, disse na noite deste domingo (04) que o governo dele está no comando da Venezuela e que o país sul-americano está morto.
- Edmundo González, que se declarou vencedor das eleições em 2024, diz que é o presidente da Venezuela
Inicialmente, Trump disse a jornalistas que daria uma resposta "muito controversa" se perguntassem a ele quem estava no comando. "Significa que nós estamos no comando. Nós estamos no comando", respondeu, ao ser questionado por um repórter.
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Presidente não descartou a possibilidade de invadir a Colômbia. "Parece bom para mim", respondeu Trump a uma pergunta sobre operações militares no país governado por Gustavo Petro.
Republicano afirmou que precisará de investimento de companhias petrolíferas para reerguer o país sul-americano. "A Venezuela é um país morto neste momento. Precisamos reerguê-la, e isso exigirá grandes investimentos das companhias petrolíferas para que a infraestrutura esteja pronta para funcionar", disse Trump.
Trump também foi questionado sobre as falas da vice-presidente venezuelana, Delcy Rodríguez, que criticou a ação dos EUA. "Vocês ouvem uma pessoa diferente da que eu ouço", respondeu.
VICE RECONHECIDA COMO PRESIDENTE
Neste sábado (03), a Suprema Corte da Venezuela determinou que a vice-presidente assuma como presidente interina. Tribunal ainda irá decidir a estrutura legal de poder no país.
Depois da determinação, as Forças Armadas venezuelanas reconheceram Delcy como presidente. Anúncio foi feito pelo ministro da Defesa, general Vladimir Padrino López.
Governo brasileiro reconheceu a vice-presidente no comando do país. "Na ausência do atual presidente, Maduro, é a vice. Ela está como presidente interina", disse Maria Laura da Rocha, que neste sábado estava interinamente à frente do Ministério das Relações Exteriores.
ATAQUES E PRISÃO DE MADURO
Explosões e sobrevoo de aviões foram ouvidos na capital venezuelana e outros três estados nas primeiras horas de sábado. Fortes bombardeios foram ouvidos, de acordo com relatos de jornalistas na capital venezuelana.
Maduro e a esposa foram detidos em "questão de segundos" e não tiveram tempo de reagir. O presidente dos EUA, Donald Trump, disse ao canal norte-americano Fox News que acompanhou a operação de sua mansão em Mar-a-Lago, na Flórida, e que "foi como assistir a um programa de TV".
O venezuelano tentou "chegar a um lugar seguro", mas não conseguiu, de acordo com o norte-americano. O presidente declarou que Maduro "chegou à porta, mas não conseguiu fechá-la".
Pouco antes de falar com a imprensa, Trump publicou uma foto de Nicolás Maduro, que teria sido tirada após a prisão. Nela, o venezuelano aparece de óculos e abafadores de ruído, segurando uma garrafa, dentro do navio norte-americano USS Iwo Jima. Antes, a vice-presidente do país latino, Delcy Rodriguez, havia pedido uma prova de vida do casal venezuelano após denunciar o ataque.
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Ataque deixou ao menos 80 mortos, diz The New York Times. A informação atualizada sobre o número de vítimas foi repassada neste domingo ao jornal por um alto funcionário venezuelano, que falou em condição de anonimato. Ele acrescentou que a quantidade de mortes ainda pode aumentar.