A atriz britânica Elizabeth Hurley desatou a chorar nesta quinta-feira(22) em Londres durante o julgamento contra tabloides que ela acusa de colocar microfones em sua casa, em um processo que promove junto com o príncipe Harry.
Liz Hurley e Harry estão entre sete personalidades, que incluem também o cantor Elton John, que processaram a Associated Newspapers Ltd (ANL), editora dos tabloides Daily Mail e The Mail on Sunday, por invasão de privacidade.
Harry, que também não conseguiu evitar as lágrimas na quarta-feira ao prestar depoimento, voltou ao tribunal nesta quinta-feira “em solidariedade aos demais autores”, segundo seu porta-voz, citado pela imprensa britânica.
Durante o interrogatório pelo advogado da ANL, a atriz, de 60 anos, que foi companheira do ator Hugh Grant, chorou em vários momentos e teve dificuldades em se expressar ao expor sua denúncia, relativa a 15 reportagens publicadas entre 2002 e 2011 por ambos os tabloides.
“Havia microfones na parte inferior da janela da minha sala de jantar. Estavam me ouvindo”, declarou a atriz no tribunal, qualificando estas intrusões da imprensa como “profundamente ofensivas”.
“Os atos ilegais do Mail contra mim incluem escuta das minhas linhas fixas e gravação das minhas conversas telefônicas, além da instalação clandestina de microfones nas janelas da minha casa”, detalhou em seu depoimento escrito.
Liz Hurley também acusa esses tabloides de terem “roubado” informações médicas sobre ela quando estava grávida de seu filho Damian, e de “outras coisas monstruosas e desconcertantes”.
A atriz sustenta que jornalistas da ANL pagaram a detetives privados para obter informações de forma ilegal. “É repugnante, humilhante, mortificante”, comentou em sua declaração.
A ANL nega e qualifica como “absurdas” todas as acusações dos autores, que no total se referem a mais de 50 reportagens publicadas entre 1993 e 2018.
O principal advogado da ANL afirma que pode provar que as informações foram obtidas por meios “legítimos” e que a alegação sobre o uso de detetives trata-se de uma tentativa desesperada de encontrar "uma tábua de salvação".
O julgamento, que deverá durar nove semanas, começou na segunda-feira.
Assim como o príncipe Harry, Liz Hurley já venceu ações contra outros tabloides britânicos por invasão de privacidade. Em 2017, recebeu indenizações e pedidos de desculpas do proprietário do Daily Mirror, MGN, por escutas telefônicas ilegais.
Além disso, chegou a um acordo extrajudicial em 2019 em uma ação contra o grupo NGN, que faz parte do império midiático de Rupert Murdoch.
Siga nosso canal no WhatsApp e receba notícias relevantes para o seu dia
jj/alm/psr/mb/jc/aa