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Gramado natural ou sintético: estrelas do Super Bowl dão suas opiniões

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Quando o New England Patriots viajou para a Califórnia no último fim de semana para se preparar para o Super Bowl, sua equipe não perdeu tempo e começou a remover o gramado artificial do seu estádio. 

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O Gillette Stadium em Foxborough, Massachusetts, sediará sete partidas da Copa do Mundo da Fifa ainda este ano, o que exige grama natural. 

Essa conversão dos campos da NFL intensificou a indignação entre seus jogadores, que preferem jogar em grama natural e questionam por que seus proprietários estão dispostos a atender às exigências de outros esportes, enquanto os forçam a continuar jogando em superfícies sintéticas.

"A grama natural é muito melhor para os joelhos, quadris e articulações", disse Nick Kallerup, tight end do Seattle Seahawks, antes do Super Bowl deste domingo contra o Patriots em Santa Clara, na Califórnia. 

O gramado artificial, por outro lado, "é como correr sobre concreto", observou o jogador do Seahawks, cujo estádio, o Lumen Field, passará pela mesma transformação para a Copa do Mundo. 

"Eu realmente gosto de jogar na grama", concordou o linebacker do Patriots, Chad Muma. "Quanto mais velho você fica, mais fácil é para o corpo se recuperar depois do jogo".

Essa questão é uma preocupação antiga da Associação de Jogadores da NFL, que a levantou novamente em sua coletiva de imprensa anual antes do Super Bowl deste domingo. 

Mais de 90% dos seus membros preferem grama natural, disse o diretor executivo interino David White, citando dados que mostram que o "retorno de energia" das superfícies artificiais é muito maior. 

"Isso reforça o que os jogadores estão dizendo com base em sua experiência e bom senso: é mais prejudicial para o corpo", comentou.

Vários jogadores disseram à AFP que acreditam haver um risco menor de lesões em gramados naturais. 

"Há menos chances de o pé ficar preso. Tenho a impressão de que não se vê tantas lesões sem contato em gramados naturais", disse o linebacker do New England Patriots, Jack Gibbens. 

A NFL, por sua vez, afirma que qualquer diferença no número de lesões entre as superfícies é estatisticamente insignificante, mas o sindicato dos jogadores acusa a liga de usar dados de uma temporada atípica para sustentar sua posição.

- Grama nova -

O Levi's Stadium em Santa Clara, palco do Super Bowl e casa do San Francisco 49ers, utiliza grama natural, assim como aproximadamente metade dos estádios da NFL. 

Para o grande jogo deste domingo, um novo gramado foi instalado no mês passado, proveniente de uma fazenda próxima e cuidadosamente cultivado sob luzes LED cor-de-rosa. 

Os responsáveis estão determinados a evitar a repetição dos problemas do último Super Bowl realizado no estádio em 2016, quando até mesmo o time vencedor, o Denver Broncos, reclamou da superfície "terrivelmente" escorregadia.

A qualidade da grama natural é um ponto crucial no debate com a grama artificial, que os jogadores costumam chamar de "turf". 

"Para mim, grama de má qualidade é pior do que o turf", disse Gibbens. Em locais com invernos úmidos e rigorosos, os gramados naturais "podem ficar um pouco problemáticos no final da temporada".

- Problemas na Copa América -

No passado, quando estádios da NFL recebiam partidas de futebol, muitas vezes simplesmente colocavam grama temporária sobre o gramado sintético. 

As superfícies irregulares resultantes geraram fortes críticas durante a Copa América de 2024, com jogadores frustrados com os campos que pareciam "trampolins". 

Para a Copa do Mundo, os padrões foram elevados, e os estádios da NFL estão instalando sistemas caros de irrigação e ventilação que permitirão que a grama se enraíze por várias semanas antes do torneio, que será realizado de 11 de junho a 19 de julho nos Estados Unidos, México e Canadá.

De qualquer forma, estádios como o de Seattle voltarão a usar gramado artificial após a Copa do Mundo, pois é mais prático para a realização de eventos não esportivos, desde shows musicais até apresentações de "Monster Truck".

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amz/gbv/ma/aam

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