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Internacional

Quênia acusa Rússia de usar seus cidadãos como 'bucha de canhão' na Ucrânia

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O Quênia considera inaceitável que seus cidadãos sejam enganados com promessas de empregos civis bem remunerados na Rússia para depois o exército usá-los como "bucha de canhão", disse à AFP, nesta terça-feira (10), o número dois da diplomacia queniana.

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Vários meios de comunicação mostraram, recentemente, como centenas de quenianos, muitas vezes sem experiência militar, foram forçados, na Rússia, a assinar um contrato com o exército para serem enviados para a frente de batalha na Ucrânia, onde muitos deles morrem.

"Ao que parece, há um padrão que consiste em atrair pessoas e fazê-las morrer", lamentou o número dois do Ministério das Relações Exteriores do Quênia, Abraham Korir Sing'Oei. 

Também mencionou um "programa intencional para recrutar ilegalmente pessoas de ascendência africana (...) e, de alguma forma, transformá-las em combatentes em um mundo do qual não fazem parte".

Em uma investigação publicada na segunda-feira (9), a AFP falou com quatro quenianos que retornaram da Rússia, dos quais três estavam feridos. Dizem que foram enganados: um pensou que iria trabalhar como vendedor, outros dois como agente de segurança e o quarto como atleta de alto rendimento.

A todos eles, prometeram salários entre 920 e 2.400 euros (entre cerca de 5.700 e 14.850 reais) mensais na Rússia. É uma fortuna no Quênia, onde muitos trabalhadores ganham apenas 100 euros (cerca de 620 reais) por mês.

No dia da chegada ou no seguinte, os quatro homens foram obrigados a assinar um contrato com o exército russo, escrito em uma língua que não entendiam.

Depois, os russos os levaram para a frente na Ucrânia, com pouca ou nenhuma formação militar.

Três deles foram encontrados no mesmo lugar com várias semanas de diferença, perto de Vovchansk, na região de Kharkiv, onde deveriam atravessar um grande campo coberto de corpos.

Dois deles viram quase toda a sua unidade, da qual faziam parte outros quenianos e africanos, morrer em questão de minutos sob o fogo ucraniano.

"Estes indivíduos são utilizados como bucha de canhão na linha de frente", acusou Sing'Oei, que classificou a situação como "dolorosa, desconcertante, chocante".

"Em uma época moderna, isto é totalmente inaceitável", julgou.

O ministro das Relações Exteriores do Quênia, Musalia Mudavadi, anunciou, nesta terça-feira, em um comunicado que visitará Moscou em março "para ressaltar que é imprescindível pôr fim a este fenômeno".

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jf/jcp/thm/erl/mb/rm/jc

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