Polícia realiza buscas na Comissão Europeia em investigação sobre venda de ativos imobiliários
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A polícia revistou, nesta quinta-feira (12), as instalações da Comissão Europeia em Bruxelas no âmbito de uma investigação sobre uma operação imobiliária realizada em 2024 com o Estado belga, informou uma fonte próxima da investigação à AFP.
A Comissão confirmou que é alvo de investigações sobre a venda de 23 de seus edifícios ao Estado belga em 2024, e disse ter confiança de que "o processo foi conduzido com respeito às regras", segundo um porta-voz.
"A Comissão cooperará plenamente com a EPPO (sigla em inglês da Procuradoria Europeia) e com as autoridades belgas competentes (...), fornecendo todas as informações e a assistência necessárias para uma investigação profunda e independente", acrescentou este porta-voz do Executivo europeu.
As buscas foram realizadas na manhã desta quinta-feira pela polícia, segundo uma fonte próxima ao processo, o que confirma uma informação do Financial Times.
Por sua vez, a Procuradoria europeia se limitou a mencionar "a coleta de indícios de provas" no âmbito de uma investigação em andamento, em um comunicado.
Tendo em conta o avanço do teletrabalho desde a pandemia de covid-19, a Comissão Europeia anunciou, em 2024, sua intenção de reduzir até 2030 25% de sua área de escritórios.
Um acordo foi alcançado para vender ao Estado belga 23 edifícios destinados a serem transformados em habitações, empresas ou comércios.
Este projeto responde também ao desejo das autoridades belgas de transformar o bairro europeu de Bruxelas.
O valor da venda foi calculado, naquela época, em 900 milhões de euros (cerca de 5,7 bilhões de reais). Em abril de 2024, a Comissão e o Estado belga anunciaram conjuntamente "a conclusão do acordo" pelo qual a Sociedade Federal de Investimentos e Participações(SFPIM, braço financeiro do Estado federal) se tornaria proprietária destes edifícios antes de cedê-los a promotores.
Criada oficialmente em 2012, a Procuradoria europeia é um órgão independente da UE encarregado de combater a fraude aos fundos da União e qualquer outra infração que atente contra os seus interesses financeiros (corrupção, lavagem de dinheiro, fraude transfronteiriça ao imposto IVA).
Esta instância supranacional está encarregada de investigar, processar e levar à justiça os autores de tais infrações.
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