SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, atacou o Grammy e ameaçou processar o anfitrião da premiação, Trevor Noah, após fala do apresentador na cerimônia deste domingo (1º) sobre suposto envolvimento do líder americano com Jeffrey Epstein, financista condenado por crimes sexuais.

 


"O Grammy Awards é o PIOR, praticamente impossível de assistir! [...]. Noah disse, INCORRETAMENTE sobre mim, que Donald Trump e Bill Clinton passaram tempo na Ilha de Epstein. ERRADO!!! Não posso falar por Bill, mas nunca estive na Ilha de Epstein, nem perto dela", publicou Trump em sua rede, a Truth Social.

Noah, que apresentou o prêmio pela sexta e última vez, falou sobre Trump e Epstein após Billie Eilish levar o prêmio de música do ano por "Wildflower". 

"Esse é um Grammy que todo artista quer, quase tanto quanto Trump quer a Groenlândia. O que faz sentido, já que a ilha de Epstein se foi e ele [o presidente] precisa de uma nova para passar tempo com Bill Cliton", disse o apresentador citando o ex-presidente norte-americano que aparece em lote de arquivos do caso Epstein.

Ainda em sua publicação desta segunda, Trump falou em processar o apresentador, chamando o de "completo perdedor". "Prepare-se Noah, vou me divertir com você", afirmou o presidente.

A 68ª edição do Grammy foi marcada por discursos contra as políticas imigratórias do governo Trump.

O grande vencedor da noite, o cantor Bad Bunny, antes de levar o prêmio de álbum do ano, fez um discurso de forte caráter político ao subir no palco para receber o gramofone de melhor álbum de música urbana. De origem porto-riquenha, o cantor criticou a perseguição a imigrantes por parte do governo.

"Antes de dizer obrigado, eu quero agradecer a Deus e quero dizer fora ICE", disse ele, em referências ao Serviço de Imigração e Alfândega. O órgão tem sido alvo de críticas por causa das operações contra imigrantes.

A cantora Billie Eilish também usou seu discurso no Grammy para apoiar os imigrantes, comunidade que vem sofrendo com as políticas do governo Trump.

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"Honestamente, ninguém é ilegal numa terra roubada", disse ela, ao receber o troféu de música do ano. "Eu sinto esperança nessa sala. A gente precisa continuar a se manifestar. Nossas vozes são importantes. Pessoas são importantes."

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