O governo britânico anunciou, nesta segunda-feira (2), a imposição de sanções contra dez autoridades iranianas, entre elas o ministro do Interior, após a repressão sangrenta às manifestações no Irã nas últimas semanas.
Em comunicado, o Ministério das Relações Exteriores afirmou que as sanções fazem parte dos esforços para “responsabilizar as autoridades iranianas por uma série de graves violações dos direitos humanos”.
As sanções britânicas miram o ministro do Interior iraniano, Eskandar Momeni, além de “responsáveis da polícia e membros influentes” da administração iraniana.
As Forças de Ordem da República Islâmica do Irã (FARAJA) serão sancionadas junto com essas dez pessoas, entre as quais também estão dois oficiais do Corpo da Guarda Revolucionária Islâmica (CGRI), um empresário ligado ao CGRI e dois juízes.
As medidas incluem bloqueio de bens, proibições de viagem e a inabilitação para exercer cargos de direção de empresas sob jurisdição britânica, informou o Foreign Office.
“O povo iraniano demonstrou extrema coragem diante da brutalidade e da repressão de que foi vítima nas últimas semanas, simplesmente por exercer seu direito ao protesto pacífico”, afirmou no texto a ministra das Relações Exteriores, Yvette Cooper.
“Estamos comprometidos a promover sanções e advertimos o regime iraniano sobre a adoção de novas medidas. Deixamos claro que responsabilizaríamos os responsáveis, e o pacote anunciado cumpre esse objetivo”, acrescentou Cooper.
O Irã reconheceu milhares de mortes durante os protestos e, no domingo, a Presidência publicou os nomes de 2.986 das 3.117 pessoas que, segundo as autoridades, morreram nos distúrbios.
A agência Human Rights Activists News Agency, com sede nos Estados Unidos, afirmou ter confirmado 6.842 mortes.
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