A Rússia retomou na madrugada de terça-feira (3) os ataques contra Kiev em um momento de frio extremo, informaram as autoridades da cidade, após uma pausa de vários dias nos bombardeios contra a capital ucraniana obtida por Donald Trump.
O presidente dos Estados Unidos afirmou na quinta-feira da semana passada que seu homólogo da Rússia, Vladimir Putin, havia concordado em interromper os ataques contra Kiev e "várias outras cidades" durante a onda de frio.
O Kremlin afirmou que a trégua prosseguiria até 1º de fevereiro, mas não a relacionou com as baixas temperaturas.
A Rússia bombardeou Kiev "em meio ao frio glacial com outro ataque em larga escala" durante a noite, denunciou Timur Tkachenko, comandante da administração militar da cidade, em uma mensagem no Telegram.
Ele fez um apelo para que os moradores da capital permaneçam nos abrigos e, em uma publicação posterior, afirmou que duas pessoas ficaram feridas nos ataques.
Na cidade de Kharkiv (leste), outras duas pessoas ficaram feridas nos bombardeios russos, segundo o comandante militar regional, Oleg Sinegubov.
O ataque, que durou várias horas, teve como alvo a infraestrutura energética e pretendia "causar máxima destruição (...) e deixar a cidade sem aquecimento durante as fortes geadas", escreveu Sinegubov no Telegram.
As autoridades cortaram a calefação de mais de 800 residências para evitar o congelamento da rede, segundo o militar. Sinegubov pediu que os moradores procurem os "pontos de invulnerabilidade" abertos 24 horas por dia em toda a cidade, caso precisem de aquecimento.
As temperaturas noturnas caíram a 17 graus abaixo de zero em Kiev e chegaram a -23 em Kharkiv.
A invasão da Ucrânia pela Rússia completará quatro anos em 24 de fevereiro.
Uma segunda rodada de negociações entre representantes russos, ucranianos e americanos deve começar na quarta-feira (4) em Abu Dhabi.
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