Pelo menos 15 pessoas morreram depois que o barco em que viajavam colidiu com uma embarcação da Guarda Costeira da Grécia na noite de terça-feira, perto da ilha de Chios, segundo um balanço atualizado divulgado nesta quarta-feira pelas autoridades.
O incidente ocorreu na noite de terça-feira, na costa leste de Chios, uma ilha próxima da Turquia, no Mar Egeu.
Segundo a Guarda Costeira, sua patrulha emitiu sinais sonoros e luminosos a uma lancha que se deslocava "em alta velocidade e sem luzes de navegação, com passageiros estrangeiros a bordo", mas esta "não obedeceu e deu meia-volta".
Em seguida, a lancha colidiu com o navio-patrulha da Guarda Costeira e "naufragou". Segundo as autoridades, 14 pessoas foram encontradas mortas no mar, incluindo três mulheres. Uma quarta mulher, que estava entre os 25 feridos levados ao hospital de Chious, faleceu algumas horas depois.
Onze crianças estão entre os feridos. Dois membros da Guarda Costeira também ficaram feridos e foram levados para o hospital.
As autoridades não sabem quantos migrantes estavam a bordo da lancha e uma operação de resgate prosseguia nas costas de Chios para encontrar eventuais desaparecidos.
Todos os anos, um grande número de pessoas tenta cruzar esta rota marítima para chegar à Europa.
No início de dezembro, 17 pessoas foram encontradas mortas após o naufrágio da embarcação em frente à ilha de Creta (sul) e outras 15 foram dadas como desaparecidas.
A agência da ONU para os refugiados disse em novembro que mais de 1.700 pessoas morreram ou desapareceram em 2025 nas rotas migratórias para a Europa no Mediterrâneo e no Atlântico, em frente à costa da África Ocidental.
Segundo a Organização Internacional para as Migrações, quase 33.000 migrantes morreram ou desapareceram no Mediterrâneo desde 2014.
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