A Argentina tem as capacidades necessárias para se tornar produtora de terras raras, declarou nesta quarta-feira (4) o chefe da diplomacia americana, Marco Rubio, à margem de uma reunião internacional organizada sobre esse setor econômico em Washington.
"A Argentina não tem apenas capacidade em termos de recursos naturais (...) não apenas para os Estados Unidos, mas para o mundo", afirmou Rubio em entrevista coletiva.
O país sul-americano "também possui conhecimentos em processamento, o que será igualmente de importância crítica", acrescentou.
A Argentina é um dos países que participam nesta quarta-feira da reunião ministerial organizada pelos Estados Unidos, com a presença de mais de 50 países, afirmou Rubio.
Os minerais e as terras raras tornaram-se um setor crucial para a fabricação de produtos tecnológicos, de telefones a computadores e satélites, e o governo de Donald Trump transformou essa busca por recursos em um de seus principais objetivos de política econômica externa.
A China domina mundialmente a produção e o processamento desses recursos naturais, fruto de uma estratégia de longo prazo.
A Argentina, que mantém estreitos laços econômicos e financeiros com o gigante asiático, sustenta um difícil equilíbrio. O presidente argentino, Javier Milei, fez da aliança geopolítica com Trump seu principal ativo em política externa.
Os Estados Unidos socorreram a Argentina no segundo semestre de 2025, com uma linha financeira de 20 bilhões de dólares (R$ 105,16 bilhões), que influenciou a campanha das eleições legislativas.
Questionado na coletiva sobre se os dois países negociam um acordo para que a Argentina receba imigrantes deportados dos Estados Unidos, Rubio afirmou que não havia nenhum anúncio a respeito.
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