Um tribunal britânico condenou, nesta quinta-feira (5), o capitão russo de um navio porta-contêineres a seis anos de prisão pela colisão com um petroleiro no Mar do Norte em 2025, que resultou na morte de um membro da sua própria tripulação.
A colisão entre o 'Solong', comandado por Vladimir Motin, de bandeira portuguesa e propriedade da empresa alemã Ernst Russ, e o 'Stena Immaculate', fretado pelos Estados Unidos e propriedade da empresa sueca 'Stena Bulk', causou explosões e incêndios de grandes proporções.
Resultou também na morte de Mark Angelo Pernia, um filipino de 38 anos e pai de uma criança pequena. O seu corpo nunca foi encontrado nas operações de busca e resgate no mar.
O juiz Andrew Baker considerou que Motin, de 59 anos, não identificou "o risco de colisão".
A esposa de Pernia estava grávida do segundo filho do casal no momento do "acidente totalmente evitável", acrescentou o juiz no tribunal Old Bailey, em Londres. O juiz considera o caso negligência grave.
"A culpa disso recai inteiramente sobre ele", disse, acrescentando que "nenhuma sentença poderá trazer Pernia de volta ou aliviar a imensa dor e tristeza de sua perda".
Um júri condenou Motin, de São Petersburgo, no início desta semana, após oito horas de deliberação.
A colisão gerou preocupações sobre seu impacto na vida marinha, mas voos de vigilância confirmaram, três dias após o acidente, que não havia vestígios de poluição procedentes das duas embarcações.
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