Uma missão de alto nível da União Europeia prometeu nesta quinta-feira (5), em La Paz, uma cooperação milionária para a Bolívia nas áreas antidrogas, apoio contra as mudanças climáticas e desenvolvimento de energias alternativas, marcando o início de uma "nova fase" da relação bilateral.
A visita das autoridades europeias se insere na nova política de abertura comercial e diplomática do governo de Rodrigo Paz, que assumiu o poder em novembro e pôs fim a 20 anos de governos socialistas.
Durante as administrações de Evo Morales (2006–2019) e Luis Arce (2020–2025), a Bolívia teve como principais aliados internacionais China, Rússia, Cuba e Venezuela.
As relações com a Europa e os Estados Unidos voltaram a ser uma prioridade.
"Espero que a Bolívia tenha constatado que a União Europeia se abre" ao país "nesta nova fase para o povo boliviano", disse em entrevista coletiva Pelayo Castro, diretor para as Américas do Serviço Europeu de Ação Exterior, na sede da Chancelaria.
Acompanhado do vice-chanceler Carlos Paz, Castro destacou "uma missão sem precedentes por parte da União Europeia".
A ajuda econômica prometida inclui 11 milhões de euros (R$ 68 milhões) para medidas de conservação ambiental, o combate às mudanças climáticas e a promoção de cultivos alternativos à coca, planta base da cocaína.
Também serão investidos cerca de 3 milhões de euros (R$ 18,6 milhões) para apoiar o combate ao narcotráfico e outros 9 milhões (R$ 55,8 milhões) no desenvolvimento de energias limpas.
Por outro lado, ele anunciou que, junto com o Banco Europeu de Investimentos, será proposto ao governo um projeto de cerca de 200 milhões de euros (R$ 1,2 bilhão) para a construção de usinas de energia solar.
Durante três dias esteve no país andino uma delegação de 70 pessoas, composta por diplomatas, funcionários da Comissão Europeia, representantes do Banco Europeu de Investimentos e cerca de 40 empresários.
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