É “muito injusto” que os Estados Unidos ameacem impor tarifas aos países que fornecem petróleo a Cuba, disse nesta segunda-feira (9) a presidente mexicana, Claudia Sheinbaum, após anunciar que seu governo continuará enviando ajuda humanitária à ilha.
“Não se pode asfixiar um povo dessa maneira, é muito injusto”, disse em coletiva de imprensa a mandatária de esquerda, cujo governo negocia com Washington a forma de apoiar Havana com hidrocarbonetos sem sofrer represálias de seu principal parceiro comercial.
No domingo, foi informado em Cuba que o fornecimento de combustível para aviões ficará suspenso por um mês a partir desta segunda-feira à meia-noite.
“É muito injusta essa sanção que está sendo imposta aos países que vendem petróleo a Cuba, muito injusta, não está certo”, insistiu Sheinbaum ao lançar um “chamado internacional” aos Estados Unidos para que considerem suas sanções.
A mandatária reconheceu que seu governo interrompeu os envios de petróleo a Cuba e que segue negociando com Washington para retomar as exportações. “Estamos tentando evitar prejuízos ao México, que de maneira diplomática encontremos a forma para que Cuba receba o combustível”, acrescentou.
No domingo, a Chancelaria mexicana informou o envio de dois navios militares com mais de 814 toneladas de mantimentos para Cuba, que atravessa um momento crítico depois que um de seus principais aliados, o venezuelano Nicolás Maduro, foi deposto em uma incursão militar americana em 3 de janeiro.
O governo da ilha anunciou um pacote de medidas para mitigar a crise energética, como uma semana de trabalho de quatro dias e teletrabalho nas administrações e empresas estatais, assim como restrições na venda de combustível.
Também determinou jornadas mais curtas nas escolas e a redução dos serviços de ônibus e trens entre províncias, além do fechamento de alguns estabelecimentos turísticos.
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