O Brasil registrou uma inflação anual de 4,44% em janeiro, um leve aumento em relação ao mês anterior, o que aproxima o índice do teto oficial, informou o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nesta terça-feira (10). 

O Banco Central do Brasil (BCB) estabeleceu a meta da inflação em 3%, com margem de 1,5 ponto percentual para mais ou para menos. 

O país encerrou 2025 com uma inflação anual de 4,26%, após passar a maior parte do ano fora do teto oficial. 

A inflação mensal em janeiro, por sua vez, ficou em 0,33%, idêntica à do mês anterior, segundo dados do IBGE. 

Os preços influenciarão a decisão do BCB, que mantém a Selic em 15%, seu maior patamar desde julho de 2006 e um dos mais altos do mundo. 

O BCB antecipou uma possível "flexibilização" da taxa a partir de março, reconhecendo, porém, que o cenário econômico ainda exige cautela. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que pretende disputar a reeleição em outubro, tem afirmado repetidamente que a taxa de juros está muito alta. 

Os preços subiram em janeiro, principalmente devido ao aumento de 0,60% no setor de transportes, impactado pela alta de 2,14% nos preços dos combustíveis. 

Segmentos como vestuário e habitação, no entanto, registraram leves contrações. 

O mercado projeta que a inflação brasileira continuará em queda neste ano e atingirá 3,97% em dezembro, segundo o último boletim Focus divulgado pelo Banco Central.

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