Quando abriu as portas em Nova York, nos Estados Unidos, em 2024, o Continuum rapidamente virou manchete. Não apenas pelo luxo — mas pelo preço: até US$ 100 mil por ano para fazer parte de um dos clubes de bem-estar mais exclusivos do mundo. O valor é equivalente a R$ 520 mil na cotação atual. Só agora, em 2026, é que foi divulgado o que realmente acontece dentro do local.

Com número limitado em 250 membros, o espaço reúne celebridades e atletas profissionais. A estrutura tem academia de última geração, tecnologias de recuperação física e um sistema que combina exames médicos, dados biométricos e acompanhamento profissional contínuo. 

Os tratamentos incluem tanque de flutuação com privação sensorial, terapia com luz vermelha, câmara hiperbárica de nível clínico e aparelhos pneumáticos de musculação de última geração. O objetivo é transformar o cuidado com a saúde em uma espécie de “ciência de precisão”, integrando diagnóstico, performance e recuperação em um único ambiente.

Conceito e exclusividade

Segundo Jeff Halevy, fundador e CEO do Continuum, o diferencial está na forma como o clube interpreta dados de saúde. Hoje, muitos consumidores já têm acesso a exames domiciliares e dispositivos vestíveis como Oura e Fitbit.

O problema, segundo ele, é transformar essas informações em ações concretas. “O que as pessoas acabam fazendo é brincar de médico com seus dados”, afirmou ao New York Post.

A proposta do Continuum é funcionar como uma central integrada: exames, análise, planejamento e execução — tudo no mesmo lugar. Além disso, o valor alto funciona também como filtro, restringindo o acesso a um grupo altamente seleto e ajudando a manter o modelo de atendimento personalizado e exclusivo.

O clube também foi pensado como espaço social. Além da estrutura fitness, oferece alimentação, áreas de convivência e salas de reunião. A proposta acompanha uma tendência global de clubes de bem-estar que funcionam como novos centros sociais — uma mistura de academia, coworking e clube privado.

Durante uma semana testando o clube, a experiência começa antes mesmo da chegada ao local: exames podem ser coletados no próprio escritório do cliente. Depois, avaliações como densitometria óssea (DEXA), taxa metabólica basal, análise funcional de movimento e teste de VO2 máximo ajudam a mapear saúde, condicionamento físico e risco de lesões.

Mas, mais do que massagens ou equipamentos sofisticados, o diferencial está no diagnóstico detalhado. A combinação de exames laboratoriais com dados de dispositivos vestíveis gera relatórios completos sobre hidratação, micronutrientes, saúde intestinal, composição corporal e condicionamento cardiovascular.

De acordo com o New York Post, o espaço tem dois andares. O primeiro é focado em recuperação e regeneração, com terapia com luz vermelha, câmara hiperbárica, sauna, terapia de contraste e tanque de flutuação.

O segundo é voltado para gasto energético, com musculação, cardio e treino personalizado. Apesar da exclusividade, a empresa afirma que pretende ampliar o acesso. O plano é disponibilizar futuramente o aplicativo que reúne dados e recomendações para um público mais amplo.

Por enquanto, porém, o Continuum permanece como símbolo máximo da elite do bem-estar — onde saúde, tecnologia e estilo de vida se encontram sob o mesmo teto, a um preço acessível para poucos.

Nem todo mundo desembolsa R$ 500 mil

A anuidade de R$ 520 mil não é para todos os sócios, mas para quem tem acesso ao plano completo.

Isso inclui acesso ilimitado à academia e todos os equipamentos, treinamento personalizado ilimitado, massagens ilimitadas, terapias intravenosas ilimitadas, tecnologias de recuperação, relatórios de saúde personalizados e acompanhamento contínuo, serviço de concierge de estilo de vida, reservas em restaurantes, organização de agenda e suporte para treinos em viagens.

Já o plano intermediário custa US$ 40 mil (R$ 208 mil).  Esse contrato inclui academia completa, tecnologias de recuperação, treinamento personalizado, massagens e relatórios e acompanhamento de saúde. Já serviços como concierge e lifestyle não estão incluídos.

No plano básico, a anuidade é de US$ 25 mil (R$ 130 mil). Apesar de ter acesso completo à academia, às tecnologias de recuperação e a testes e relatórios de saúde, os clientes não têm os outros serviços. 

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Mesmo assim, o valor levanta questionamentos, já que, em um dos clubes mais conhecidos do mundo pelo preço alto, o E by Equinox, os sócios desembolsam US$ 26 mil por ano (aproximadamente R$ 135 mil).

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