A companhia de Hong Kong CK Hutchison Holdings ameaçou, nesta quinta-feira (12), processar a dinamarquesa Maersk caso esta decida administrar dois portos operados pela asiática no Canal do Panamá, cuja concessão foi anulada pela Justiça panamenha. 

Em janeiro, a Suprema Corte do Panamá declarou “inconstitucional” o contrato que permite à Hutchison operar, sob concessão, os portos de Balboa, no Pacífico, e Cristóbal, no Atlântico desde 1997.

As autoridades panamenhas anunciaram em seguida que a Maersk assumiria temporariamente esses portos. 

“Hutchison Port Holdings notificou a A.P. Moller–Maersk de que qualquer ação” para assumir a administração ou operação dos portos “sem o consentimento da CKHH causará danos e dará origem a ações legais contra a APMT e/ou suas subsidiárias envolvidas”, advertiu a Hutchison em comunicado. 

A decisão da Justiça panamenha foi tomada em meio a pressões do presidente Donald Trump, que ameaçou recuperar o canal — construído pelos Estados Unidos — por estar, segundo ele, “sob controle” de Pequim. 

Segundo a decisão, a concessão, renovada por mais 25 anos em 2021, é “inconstitucional” e tem “uma inclinação desproporcional a favor da empresa” que prejudica o Estado. 

A Panama Ports Company (PPC), subsidiária da Hutchison que opera os portos, anunciou que contestará a sentença junto à Câmara de Comércio Internacional (ICC, na sigla em inglês), com sede em Paris, por “graves danos” e denunciou “uma campanha do Estado” contra a empresa.

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