A Coreia do Norte ameaçou, nesta sexta-feira (13, data local), com uma "resposta terrível", se ocorrer outra incursão com drones do Sul, segundo a agência de notícias oficial norte-coreana KCNA.

A advertência se deu depois que a polícia da Coreia do Sul realizou batidas na agência de inteligência nacional e em outros 18 lugares de interesse, como parte de uma investigação sobre a incursão de um drone de vigilância, em janeiro, em território norte-coreano, perto do centro industrial de Kaesong.

"Advirto de antemão que o ressurgimento de provocações como a violação da soberania inalienável da RPDC [República Popular e Democrática da Coreia, o nome oficial da Coreia do Norte] provocará, sem dúvida, uma resposta terrível", disse Kim Yo Jong, a poderosa irmã do líder norte-coreano Kim Jong Un, em um comunicado difundido pela KCNA.

Embora tenha reconhecido que a Coreia do Sul deu passos "sensatos" em resposta à incursão, Kim Yo Jong disse que a violação da soberania da Coreia do Norte era inaceitável, sem importar as circunstâncias.

"Não nos interessa quem seja o verdadeiro responsável pela infiltração de drones no espaço aéreo da RPDC, nem se é um indivíduo ou uma organização civil", afirmou.

O presidente sul-coreano, Lee Jae Myung, prometeu acabar com os sobrevoos de artefatos não tripulados na zona fronteiriça que foram estabelecidos no mandato de seu antecessor.

A Coreia do Sul negou inicialmente qualquer envolvimento oficial. No entanto, um grupo de trabalho conjunto militar-policial informou na terça-feira que estava investigando três soldados do serviço ativo e um integrante da agência de inteligência.

Em seu comunicado, Kim Yo Jong alertou as autoridades sul-coreanas para que "prestem atenção à prevenção para que um ato tão insensato não volte a se repetir jamais em seu país".

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