A diocese do Brooklyn, em Nova York, anunciou nesta quinta-feira (12) que vai iniciar um processo de mediação para resolver mais de mil denúncias de abuso sexual envolvendo membros da Igreja Católica dos Estados Unidos.
A diocese, que inclui o distrito do Queens, enfrenta cerca de 1,1 mil processos, alguns deles impulsionados por uma lei nova-iorquina de 2019, que suspendeu o prazo de prescrição para denúncias de agressão sexual e estupro, o que levou a um aumento das acusações.
Em carta publicada no site da diocese, o bispo Robert Brennan afirma que foram pagos desde 2017 mais de US$ 100 milhões (R$ 517 milhões, na cotação atual) a mais de 500 vítimas. Ele anunciou a intenção de buscar "um acordo global" para outras 1,1 mil vítimas.
"Vamos nos esforçar para resolver com rapidez todas as reclamações que o exigirem, a fim de evitar o tempo, os custos e a carga emocional que julgamentos individuais implicariam", ressaltou Brennan. O juiz aposentado Daniel Buckley será o mediador do processo.
No ano passado, a arquidiocese de Nova York, que inclui Manhattan, anunciou a criação de um fundo de US$ 300 milhões (R$ 1,5 bilhão) para indenizar vítimas de abuso sexual que apresentaram denúncias contra a Igreja. "Para facilitar essa resolução global, a diocese está cortando gastos e reservando fundos significativos para indenizar as vítimas-sobreviventes", indicou Brennan.
Os esforços da Igreja para indenizar as vítimas de abuso têm sido inconsistentes, com programas e pagamentos que variam ao redor do mundo.
Nos Estados Unidos, onde a crise veio à tona em 2002, os processos e planos de indenização custaram bilhões de dólares à Igreja, o que levou dioceses a pedir proteção contra falência.
Seis das oito dioceses católicas do estado de Nova York declararam falência nos últimos anos, segundo o jornal The New York Times.
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