O Pentágono ordenou o deslocamento ao Oriente Médio do porta-aviões que havia sido enviado ao Caribe para a operação contra Nicolás Maduro na Venezuela, segundo a imprensa, no momento em que o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, cogita ordenar ações militares contra o Irã.
Washington e Teerã participaram na semana passada em negociações indiretas sobre o futuro do programa nuclear iraniano, mas Trump advertiu na quinta-feira para as "consequências muito traumáticas" para a República Islâmica caso um acordo não seja alcançado.
Em janeiro, o magnata republicano já havia determinado o envio de um primeiro porta-aviões, o USS Abraham Lincoln, para a região do Golfo, onde permanece como mecanismo de pressão contra o Irã.
Os jornais Wall Street Journal, New York Times e o canal CBS News informaram sobre os preparativos do Departamento de Defesa para o deslocamento previsto de uma segunda embarcação do tipo.
Segundo a imprensa, o porta-aviões USS Gerald Ford e seus navios de escolta serão enviados ao Oriente Médio depois das ordens para deixar sua posição no Mar do Caribe.
O USS Gerald Ford serviu de apoio para a operação de 3 de janeiro que derrubou Maduro na Venezuela.
Alguns de seus aviões de combate participaram dos bombardeios lançados sobre Caracas que permitiram a captura do líder esquerdista e de sua esposa, que foram levados para Nova York, onde serão julgados por acusações de narcotráfico.
O Pentágono não respondeu de imediato às perguntas da AFP sobre a transferência do porta-aviões.
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