O chanceler alemão Friedrich Merz e o presidente francês Emmanuel Macron discursarão nesta sexta-feira (13) na sessão inaugural da Conferência de Munique, que reúne quase 60 líderes mundiais para discutir assuntos de segurança, antes da intervenção de Marco Rubio neste sábado(14). 

Chefes de Estado e de Governo, ministros, líderes empresariais, comandantes militares e agentes de inteligência vão se reunir até domingo em dois hotéis fortificados no centro histórico da capital bávara, uma área protegida por cerca de 5.000 policiais. 

Além dos debates oficiais, o evento oferece espaço para encontros informais e reuniões discretas. 

Os europeus participam deste evento, conhecido como “Davos da defesa”, sob pressão de seu aliado americano, que os critica por não assumirem suficientemente sua própria segurança, e sob a ameaça da Rússia, em guerra com a Ucrânia. 

O chanceler alemão deve discursar às 12h45 GMT (9h45 em Brasília) e o presidente francês às 18h00 GMT (15h00 em Brasília). 

Entre os demais participantes figuram o ministro japonês da Defesa, Shinjiro Koizumi; o presidente finlandês, Alexander Stubb; a chefe da diplomacia europeia, Kaja Kallas; a ministra britânica das Relações Exteriores, Yvette Cooper; e Reza Pahlavi, filho do último xá do Irã. 

O secretário de Estado americano, Marco Rubio, chegou nesta sexta-feira e reuniu-se na cidade alemã com seu homólogo chinês, Wang Yi, em um contexto de intensa rivalidade entre as duas potências. 

O encontro ocorreu poucos dias após o presidente americano Donald Trump afirmar que receberia o líder chinês, Xi Jinping, na Casa Branca “no fim do ano” para tratar, entre outros temas, de questões comerciais. 

Rubio falará no fórum no sábado, um ano após o impactante discurso do vice-presidente JD Vance, que atacou os europeus, acusando-os de trair a democracia e a civilização europeia. 

“Vivemos uma nova era geopolítica, e isso obriga todos nós a repensar como é esse cenário e qual será o nosso papel”, declarou Rubio a jornalistas antes de embarcar rumo a Washington. 

A Conferência de Munique acontece em plena crise de confiança entre americanos e europeus após o episódio da Groenlândia, que abalou as relações transatlânticas. 

Durante o fórum, prevê-se um encontro entre o chefe da diplomacia americana e a primeira-ministra dinamarquesa para abordar a situação desse território cobiçado pelo presidente Donald Trump. 

“Concordamos com várias reuniões com dirigentes políticos americanos, incluindo o secretário de Estado”, indicou a primeira-ministra Mette Frederiksen.

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