A diretora-geral da OMC pediu nesta sexta-feira (13) que a China adapte seu modelo de crescimento, ao considerar que seu superávit comercial, que registrou um recorde em 2025, "não é sustentável" no longo prazo e pode alimentar novas barreiras comerciais no mundo.
"A China diz que apoia o sistema comercial multilateral porque se beneficiou amplamente dele", declarou a chefe da Organização Mundial do Comércio, Ngozi Okonjo-Iweala, na Conferência anual de Segurança de Munique.
Ela ressaltou, no entanto, que "o modelo de crescimento baseado nas exportações, que impulsionou o avanço econômico chinês durante os últimos 40 anos, não poderá sustentar o crescimento chinês pelos próximos 40 anos".
A China registrou em 2025 um superávit comercial recorde, apesar da queda de suas trocas com os Estados Unidos, em meio a um duro confronto após o retorno de Donald Trump à Casa Branca.
As exportações, um dos motores da segunda maior economia do mundo e uma das grandes fontes de preocupação de muitos de seus parceiros, aumentaram 5,5% no ano passado, segundo dados da administração de alfândegas divulgados em janeiro.
As importações permaneceram estáveis.
O superávit comercial chinês "não é sustentável, pois o resto do mundo não pode absorvê-lo", enfatizou Okonjo-Iweala, e pediu às autoridades que adotem medidas de ajuste.
"A China deve agir", concluiu.
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