Cerca de 30% das escolas da capital da Ucrânia ficaram sem aquecimento após os ataques russos contra a rede energética, informaram nesta sexta-feira (13) as autoridades de Kiev.

Moscou realizou nos últimos meses uma série de ataques massivos com drones e mísseis contra a infraestrutura energética da Ucrânia, provocando extensos cortes de eletricidade, água e aquecimento.

Os ataques ocorrem em um momento de temperaturas especialmente geladas na Ucrânia, que durante o inverno chegaram a cair até -20°C.

Após os bombardeios, 315 escolas e jardins de infância em Kiev "ficaram sem aquecimento", indicaram as autoridades municipais. Esse número equivale a "mais de 30% de todas as instituições educacionais da cidade".

"As escolas estão sendo temporariamente unificadas para que as crianças possam continuar com sua educação presencial", disseram as autoridades.

Cerca de 110 mil alunos voltaram às aulas no início de fevereiro após as férias escolares. Alguns estudantes frequentam as aulas de forma remota.

Entre a noite de quarta-feira e quinta-feira, uma rodada de ataques russos deixou milhares de edifícios da capital sem aquecimento.

A guerra na Ucrânia desencadeada pela invasão russa de fevereiro de 2022 em breve entrará em seu quinto ano.

Kiev, que antes da guerra tinha cerca de 3 milhões de habitantes, conta com três grandes usinas de energia que fornecem eletricidade e aquecimento. Cada uma foi danificada várias vezes pelos ataques russos nos últimos anos.

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