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Pretinha, companheira de Orelha, morre em Florianópolis -lugardafinancas.com
FIEL ESCUDEIRA

Pretinha, companheira de Orelha, morre em Florianópolis

Cadela havia sido retirada da rua por moradores da Praia Brava após ataque cometido contra o cão Orelha

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SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) – A cadela Pretinha, fiel escudeira e companheira do cão Orelha, morreu em Florianópolis (SC). Segundo o empresário Bruno Ducatti, que havia assumido os cuidados dela, o motivo foi falência renal, agravada por complicações de uma doença parasitária grave.

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Em carta aberta nas redes sociais, ele explicou que o animal havia sido retirado da rua após a brutalidade com Orelha, mas, mesmo com tratamento médico, o quadro piorou. "Ainda assim, a medicina encontrou seus limites. Não houve omissão, descaso ou abandono. Houve luta até o fim", disse.

Os dois cachorros ficavam na Praia Brava e ela, segundo moradores do local, era protegida de Orelha desde a morte da mãe. Do dia em que Orelha foi morto em diante, Pretinha passou por algumas internações. A cadela ganhou um tratamento de uma empresa, mas a ajuda não resultou numa melhora.

"Pretinha foi retirada das ruas e acolhida. Foi somente então que se revelou a gravidade real de seu estado de saúde – um quadro silencioso, avançado e cruel, como o de tantos animais invisíveis neste país", diz trecho do comunicado.

Pretinha e Orelha deixaram uma marca que ultrapassa a Praia Brava. Suas histórias expõem o que funciona quando há cuidado comunitário – e o que falha quando o poder público e a sociedade se omitem", acrescenta o texto.

Orelha 

Segundo a polícia, Orelha foi atacado em 4 de janeiro, na Praia Brava, no Norte da ilha de Florianópolis.
O cão foi encontrado ferido por moradores e levado para atendimento veterinário, mas acabou morrendo durante os cuidados. 

Quatro adolescentes foram considerados suspeitos em um primeiro momento, e a polícia pediu a internação de um deles na conclusão do inquérito, na terça-feira (3/2). Os outros três ficaram de fora do indiciamento.

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A defesa do menor indiciado afirma que não há provas que liguem o jovem à agressão, como imagens ou outros registros do do momento da agressão.

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