A advogada Viviane Barci de Moraes, mulher de Alexandre de Moraes, passou a trabalhar nessa semana em um novo processo no STF.
Na ação, Viviane atua como advogada do empresário mineiro Lucas Prado Kallas, presidente do Conselho da Cedro Participações, que tem negócios sobretudo no setor de mineração.
Na segunda-feira, 2, Viviane e advogados do seu escritório enviaram ao Supremo uma petição solicitando dados da autuação de uma investigação que envolve Lucas Kallas, remetida recentemente ao STF pela Justiça Federal de Minas Gerais e pelo Tribunal Regional Federal da 6ª Região (TRF-6).
A defesa liderada por Viviane quer saber o número do processo no Supremo, para que possa se habilitar formalmente a atuar nele. O pedido por essas informações foi submetido a Edson Fachin na Presidência da Corte.
A investigação em questão corre no âmbito da Operação Parcours, deflagrada em março de 2025, e trata de suposta exploração mineral ilegal na Serra do Curral, área tombada em Belo Horizonte, por uma mineradora chamada Empabra. Kallas, que foi sócio investidor da empresa, nega irregularidades. O caso foi enviado ao STF depois de autoridades com foro privilegiado serem mencionadas em uma apuração relacionada, a Operação Rejeito, deflagrada em setembro de 2025. No Supremo, Dias Toffoli é o relator das ações ligadas ao assunto.
Além de Viviane Barci de Moraes, aparecem como signatários da petição em nome de Lucas Kallas outros advogados do escritório dela, o Barci de Moraes, incluindo Giulia Barci de Moraes e Alexandre Barci de Moraes, filhos da advogada com Alexandre de Moraes. Viviane e sua banca têm procuração de Kallas desde 2024.
O documento enviado ao STF pediu que as publicações e intimações sobre a ação envolvendo Lucas Kallas (foto abaixo) sejam feitas “exclusivamente” em nome de Viviane Barci de Moraes.
A Cedro Participações, de Kallas, está entre os sócios da farmacêutica Biomm, que tem como maior acionista o Cartago Fundo de Investimento, vinculado ao Banco Master. O Master é o mais notório cliente de Viviane e tinha com ela um contrato de R$ 129 milhões.
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Ex-integrante do Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social Sustentavel (CDESS), o “Conselhão” do governo Lula, Lucas Kallas foi elogiado pelo presidente há um ano. Em fevereiro de 2025, durante a cerimônia de assinatura do contrato de concessão do terminal ITG02, no porto de Itaguaí (RJ), arrematado pela Cedro, o presidente se referiu a Kallas como “um empresário sério, um empresário com uma visão nacional muito interessante, que antes de tudo ama o Brasil”.
