“'Que proveito tem o homem, de todo o seu trabalho, com que se afadiga debaixo do sol?', dizia Salomão. Digo eu: que proveito tenho do IPTU altíssimo que pago no bairro de Lourdes? Nenhum. Completava Salomão: 'Também perdi o gosto por todo o meu trabalho, com que me afadiguei debaixo do sol, pois o resultado de tudo isso ficará para quem vier depois de mim'. Digo eu: tenho, apesar da idade avançada, de continuar trabalhando debaixo do sol para pagar impostos escorchantes, para que outros roubem ou usufruam. Afinal, para onde vai a dinheirama do IPTU que pagamos? No prédio onde moro, com 22 apartamentos, é qualquer coisa como R$ 200 mil. Multipliquemos pelo número de prédios com características diversas e teremos como resultado uma montanha de dinheiro. Caminhando pelo bairro, como sempre faço, vejo muitos moradores em situação de rua, passeios esburacados, muita sujeira, ratos e lixos jogados nas ruas e não percebo qualquer retorno. Somos espoliados e permanecemos em estado cataléptico.”

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KLEBER PEREIRA GONÇALVES
Belo Horizonte

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