Em meio à indecisão da esquerda, Psol lança pré-candidata ao governo de MG
Consola é uma das fundadoras do Psol e compõe o diretório do partido em Belo Horizonte
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A federação Psol-Rede lançou Maria da Consolação, a Consola, como pré-candidata ao governo de Minas Gerais nas eleições de 2026. O posicionamento ocorre em meio à indefinição de um nome a ser apoiado pelo presidente Lula (PT) no pleito estadual.
Consola é uma das fundadoras do Psol e compõe o diretório do partido em Belo Horizonte. A indicação do nome partiu do “Bloco Socialista” da legenda em Minas.
“Minas exige de nós a construção de uma Frente Minas Socialista!”, diz nota do Psol em Minas, que afirma que a pré-candidata tem “quatro décadas de interlocução com a esquerda mineira e os movimentos sociais”.
Ela já disputou oito eleições, mas nunca saiu vitoriosa. Tentou ser prefeita de BH em 2012 e 2016; vereadora da capital em 2020 e 2024; deputada estadual em 2022; e deputada federal em 2010, 2014 e 2018.
Eleições para o governo de Minas
Maria da Consolação é a segunda pré-candidata de esquerda, após o PCB lançar Túlio Lopes ao pleito do Executivo estadual.
No centro, o ex-prefeito de Belo Horizonte Alexandre Kalil (PDT) e o ex-presidente da Câmara Municipal da capital Gabriel Azevedo (MDB) já anunciaram que vão concorrer.
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Herdeiro político de Romeu Zema (Novo), o vice-governador Mateus Simões (PSD) é o pré-candidato à sucessão mais à direita. Ainda se espera que o campo bolsonarista tenha um representante nas eleições, e o nome mais cotado é o do senador Cleitinho (Republicanos-MG), enquanto o deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) mantém mistério sobre uma possível candidatura.
Candidato de Lula em Minas
O presidente já deixou claro que o senador Rodrigo Pacheco (PSD), ex-presidente do Congresso Nacional, é o seu nome preferido para disputar o governo de Minas. O parlamentar, por outro lado, se esquiva da disputa e dá indícios de que pretende encerrar a vida pública ao fim do mandato, em fevereiro de 2027.
É possível que Lula repita a parceria com Kalil, derrotada por Zema no primeiro turno em 2022. O presidente da Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG), Tadeu Martins Leite (MDB), foi outro citado pelo petista como possível nome a ser apoiado.
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Margarida Salomão (PT), prefeita de Juiz de Fora, e Marília Campos (PT), de Contagem, também estão no radar, mas a segunda mantém evidente a preferência por disputar uma cadeira do Senado.