ELEIÇÕES 2026

Carioca, Eduardo Cunha diz por que vai disputar eleições por Minas

Ex-deputado federal foi eleito quatro vezes pelo Rio de Janeiro e perdeu uma eleição em São Paulo

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Eduardo Cunha quer voltar à Câmara dos Deputados e escolheu Minas Gerais para disputar as eleições deste ano. Carioca, o ex-presidente da Casa divulgou pelas redes sociais um vídeo em que explica a decisão.

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Nascido no Rio de Janeiro, construiu toda a carreira política no estado, tendo sido eleito quatro vezes como deputado federal e uma para o Legislativo estadual.

Entretanto, Cunha mora em Belo Horizonte desde o ano passado, quando começou a costurar a candidatura. Ele explicou que o principal motivo para escolher Minas é o histórico do estado como termômetro nas eleições do país. Desde a redemocratização, o candidato à presidência que vence em terras mineiras é eleito no país.

Por que Minas?

“Minas Gerais é um país e tem uma característica que nenhum outro estado do Brasil tem. É um estado que faz fronteira com seis estados. Está perto de Goiás, da Bahia, do Mato Grosso [do Sul], de São Paulo, do Espírito Santo e do Rio de Janeiro”, disse.

“Síntese do Brasil” foi como o ex-deputado se referiu a Minas Gerais. Ainda pontuou que o estado é o segundo maior colégio eleitoral do país, atrás apenas de São Paulo.

“[Minas] foi muito aviltado, a gente sabe disso. Os governos do PT aqui em Minas Gerais destruíram o estado. O que aconteceu com o governo do Pimentel aqui foi um desastre. Os municípios não recebiam ICMS [Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços], até o direito deles de contrapartida, eles não recebiam”, completou.

Condenado na Lava-Jato

Cunha foi presidente da Câmara entre 2015 e 2016, momento em que ganhou destaque em meio ao impeachment de Dilma Rousseff (PT). Ele, que tinha sido líder do PMDB (hoje MDB) na Casa, conduziu o rompimento do partido — e, consequentemente, do Congresso — com o governo.

Ele perdeu o mandato por quebra de decoro parlamentar após ser acusado de mentir sobre contas no exterior para evasão fiscal. Depois, foi condenado a 15 anos de prisão em meio à Operação Lava- Jato, mas teve a sentença anulada pelo Supremo Tribunal Federal (STF) em 2023, e o caso está na Justiça Eleitoral.

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Mesmo com a anulação, Cunha seguiria inelegível, mas um projeto de lei complementar (PLP), de autoria de sua filha, a deputada federal Dani Cunha (União-RJ), aprovado em 2025, limitou a inelegibilidade a oito anos, beneficiando o ex-presidente da Câmara.

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