ELEIÇÕES 2026

Ala do União Brasil insiste em Caiado para evitar desgaste entre eleitores de Lula e Flávio

Estratégia tem precedentee: em 2022, legenda adotou estratégia semelhante ao lançar candidatura da senadora Soraya Thronicke, hoje no Podemos de MS

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BRASÍLIA, DF (FOLHAPRESS) - Uma ala do União Brasil passou a insistir na pré-candidatura do governador de Goiás, Ronaldo Caiado, à Presidência da República na eleição deste ano, apesar da baixa performance dele em pesquisas. 

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A empreitada tem sido considerada por esse grupo uma saída que desobriga o partido a apoiar o senador Flávio Bolsonaro (PL), evitando um desgaste com a base do presidente Lula (PT), que poderia prejudicar a sigla em estados petistas. Líderes da legenda defendem a liberação de apoio no segundo turno. 

Caiado conversou com Flávio em dezembro. Segundo interlocutores, o senador tentou convencer o governador a unir forças contra Lula. Ouviu que estariam juntos somente no segundo turno contra o petista. O goiano tem dito a aliados que sua candidatura é irreversível. 

No União Brasil, a ideia de manter o nome de Caiado tem precedente. Em 2022, a legenda adotou uma estratégia semelhante ao lançar a candidatura da senadora Soraya Thronicke, hoje no Podemos de Mato Grosso do Sul. Na ocasião, ela fez apenas 0,5% dos votos no primeiro turno, e os filiados tiveram liberdade para escolher entre Lula ou Bolsonaro no segundo turno. 

Apesar de ter rompido oficialmente com Lula em 2025, o União Brasil continua com um pé no governo. Hoje três ministros ocupam a Esplanada com o carimbo da legenda, sem reconhecimento de indicação formal: Waldez Góes (Integração e Desenvolvimento Regional), Frederico Siqueira Filho (Comunicações) e Gustavo Feliciano (Turismo). 

A nomeação de Feliciano, em dezembro, selou a reaproximação de Lula com o partido. A ala do União que bancou sua indicação entende que a sobrevivência eleitoral no Nordeste no pleito deste ano pode ser facilitada pela associação a Lula. Além disso, consideram que o petista tem alta chance de ser reeleito, sendo estratégico deixar uma porta aberta para participação em eventual próximo mandato. 

O foco do União Brasil, assim como dos demais partidos do centrão, é garantir a eleição do maior número de deputados e senadores. A divisão dos fundos eleitoral e partidário é calculada principalmente por meio dos votos e cadeiras conquistados na disputa pelo Congresso. Nesse sentido, evitar atrair para o partido a rejeição de Lula e Flávio é uma saída para não prejudicar chapas proporcionais. 

O União Brasil está em uma federação com o PP do senador Ciro Nogueira (PI), que obriga as legendas a funcionarem como uma só na eleição deste ano. O PP tenta levar a aliança para o palanque de Flávio. Ciro Nogueira foi ministro da Casa Civil no governo Jair Bolsonaro (PL) e, para aliados, poderia ocupar a vice na chapa do filho do ex-presidente. 

Lideranças do PP ouvidas pela reportagem continuam resistentes a Caiado. Indicam que o caminho preferido no partido é o apoio a Flávio já no primeiro turno ou liberar de vez cada filiado para se alinhar com o candidato que julgar mais interessante na corrida pela Presidência. 

A federação União Progressista tem como objetivo eleger 120 deputados. Eles contarão com um fundo eleitoral de aproximadamente R$ 950 milhões, o maior do ranking dos partidos, segundo estudo preliminar da Fundação 1º de Maio, do partido Solidariedade. 

O PSD de Gilberto Kassab, outro gigante do centrão, adota a mesma estratégia ensaiada pelo União. O partido tem três ministérios, estes reconhecidos como indicações formais, mas mantém a pré-candidatura do governador do Paraná, Ratinho Júnior, à Presidência. A ideia da sigla é não prejudicar seus destaques do eixo Sul-Sudeste, que são mais alinhados ao bolsonarismo, ou os do Nordeste, que historicamente fazem alianças com o PT. 

A pesquisa Genial/Quaest divulgada na última quarta-feira (14) mostrou novamente Lula na dianteira da corrida presidencial de 2026, além da consolidação de Flávio no segundo lugar. 

Em um dos cenários pesquisados no primeiro turno, Lula tem 38% das intenções de voto, enquanto Flávio tem 31% e Caiado marca 5%. Renan Santos (Missão) tem 2%, mesma pontuação de Aldo Rebelo (DC). Brancos e nulos somam 14%, enquanto os indecisos são 8%. 

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A pesquisa foi realizada de 8 a 11 de janeiro. Foram 2.004 entrevistas presenciais com brasileiros de 16 anos ou mais. A margem de erro estimada é de dois pontos percentuais.

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