Simões sobre candidatura de Cleitinho: 'Não me assusta, mas preocupa'
Vice-governador de Minas Gerais concedeu entrevista exclusiva ao Estado de Minas
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O vice-governador de Minas Gerais, Mateus Simões (PSD), afirmou que uma eventual candidatura do senador Cleitinho (Republicanos) ao governo do estado “não assusta, mas preocupa”. A declaração foi dada em entrevista exclusiva ao Estado de Minas.
Simões disse acreditar que ainda é possível construir um caminho comum com Cleitinho. Segundo ele, os dois iniciaram a trajetória política no mesmo período, quando foram eleitos vereadores, e desde então nunca estiveram em campos opostos em disputas eleitorais. “Nós sempre estivemos do mesmo lado das discussões políticas”, afirmou.
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O vice-governador ressaltou que mantém conversas frequentes com o senador e citou, inclusive, um momento recente de fragilidade pessoal vivido por Cleitinho, relacionado à saúde do irmão. De acordo com Simões, o senador deixou claro que, neste momento, não pretende discutir candidatura ao governo. “Eu respeito esse tempo dele, mas vou trabalhar até o final para que a gente esteja reunido”, disse.
Apesar de minimizar o impacto pessoal de uma eventual candidatura de Cleitinho, Simões foi direto ao apontar o risco político. Para ele, a única possibilidade real de o PT chegar ao segundo turno em Minas é uma fragmentação da direita. “Sem isso, esse risco não existe. O PT ficaria sem palanque em Minas Gerais”, afirmou.
Questionado sobre a possibilidade de Cleitinho integrar sua chapa, Simões disse não ver objeção, mas ponderou que a decisão talvez não faça sentido para o senador, que está no meio do mandato. Na avaliação do vice-governador, o senador vive um momento de "transição política". Simões defende que, por ser conhecido pela atuação fiscalizadora e pelo debate público, Cleitinho precisa se aproximar do Executivo para começar a entregar resultados concretos para Minas. “Ele é um político jovem, com muito tempo pela frente. Acho que a gente pode construir essa transição”, afirmou.
Simões também comparou o momento do senador a uma fala recente do deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG), que disse não se sentir preparado para o Executivo. Para o vice-governador, administrar Minas Gerais exige preparo específico, já que o estado tem a segunda maior economia e população do país, com dimensão comparável à da França.
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Por fim, Simões destacou que seu próprio projeto político pode facilitar a construção de alianças. Como já estará concorrendo à reeleição, ele não poderá disputar o governo em 2030, o que, segundo ele, abre espaço para que outras lideranças da direita se preparem para a sucessão. “Todos vão se preparando e vendo que existe a oportunidade de construir em conjunto”, concluiu.