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Kalil: 'Eleição é um saco: no meu palanque só sobe quem eu quiser'

Declaração ocorre depois que Carlos Lupi anunciou publicamente que o PT vai apoiar Kalil na disputa estadual

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O ex-prefeito de Belo Horizonte Alexandre Kalil (PDT) usou as redes sociais para ironizar as articulações eleitorais em curso em Minas Gerais e reafirmar seu controle sobre eventuais alianças. “Eleição é um saco: no meu palanque só sobe quem eu quiser”, escreveu Kalil, em publicação no X (antigo Twitter), nesta quarta-feira (4/2).

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A fala ocorre em meio à movimentação política que envolve seu nome como pré-candidato ao governo de Minas. O presidente da legenda, Carlos Lupi, anunciou publicamente que o PT, do presidente Lula, vai apoiar Kalil na disputa estadual. A declaração foi feita após Lupi se encontrar com o presidente nacional do PT, Edinho Silva.

Em postagem nas redes sociais, Lupi afirmou que recebeu do dirigente petista a confirmação do apoio do PT à candidatura de Kalil em Minas, dentro de um acordo mais amplo que envolve palanques estaduais considerados estratégicos para a reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Segundo Lupi, a aliança será formalizada nos próximos dias, após trâmites internos no PT.

Pouco depois, no entanto, Edinho Silva divulgou uma nota ponderando que a conversa com o presidente do PDT “não teve como objetivo a definição de palanques eleitorais nos estados”. De acordo com o dirigente petista, as candidaturas estaduais seguem em debate e deverão ser definidas em acordo com os diretórios locais.

Kalil disputou o governo de Minas em 2022, tendo o então deputado estadual André Quintão (PT) como vice, mas foi derrotado pelo governador Romeu Zema, reeleito em primeiro turno. Agora recém-filiado ao PDT, o ex-prefeito volta ao centro das articulações, enquanto o PT mineiro ainda não bateu o martelo sobre qual caminho seguirá na disputa estadual.

Procurada, a presidente do PT em Minas Gerais, deputada estadual Leninha, não se manifestou sobre uma possível aliança com Kalil. Nos bastidores, a indefinição persiste: sem um palanque próprio para Lula no estado, o partido já sondou diversos nomes para a corrida ao governo, incluindo o senador Rodrigo Pacheco (PSD), a prefeita de Contagem, Marília Campos (PT), a prefeita de Juiz de Fora, Margarida Salomão (PT), e o presidente da Assembleia Legislativa, Tadeu Martins Leite (MDB).

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Em entrevista recente ao Estado de Minas, Marília Campos defendeu que o PT apoie Kalil caso Rodrigo Pacheco decida não disputar o cargo. Enquanto isso, a publicação do ex-prefeito reforça o tom de autonomia e protagonismo que ele pretende imprimir à campanha, sinalizando que, se depender dele, o palanque mineiro terá dono definido.

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