O vereador do Rio de Janeiro Rick Azevedo (PSOL) criticou o deputado federal Nikolas Ferreira (PL) e afirmou que ele “nunca propõe nada que mude a vida de quem trabalha”, após declaração sobre não ter votado a favor do “Gás do Povo” — programa do Governo Federal aprovado por 415 deputados federais e negado por três deputados mineiros que visa beneficiar a população de baixa renda. Além de Nikolas, Junio Amaral (PL) e Eros Biondini (PL) disseram “não” à proposta.
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Em publicação nas redes sociais, o deputado afirmou que a decisão de ser contra a medida foi “óbvia”, uma vez que um programa parecido já existe e a população seria “obrigada por Lula” a buscar o gás em uma revenda credenciada e não teria autonomia e liberdade, sem saber o prazo em que teria esse benefício.
Como resposta, o parlamentar natural do Tocantins e atuante no RJ disse que o ataque ao Lula feito por Nikolas é “truque velho”. Segundo ele, o deputado distorce o nome do presidente e faz um malabarismo de discurso de modo a agradar apoiadores.
“Você não está defendendo pobre nenhum. Está usando a pobreza como argumento retórico, como sempre fez, para posar de esperto enquanto nunca propõe nada que mude de fato a vida de quem trabalha”, afirmou em postagem no X (antigo Twitter).
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Para o ativista, Nikolas explora um argumento sobre pessoas pobres com desprezo, pelo olhar de fora e, mesmo assim, continuará sendo eleito porque, segundo ele, sempre existirão pessoas que compram mentiras “embaladas em ódio, arrogância e sensação de superioridade moral”. “No fim, esse é o seu verdadeiro projeto político. Não mudar a vida de ninguém. Só explorar o pior das pessoas enquanto ainda dá pra ganhar voto com isso”, afirmou.
Em 2024, o deputado foi criticado por não apoiar a PEC contra a escala 6x1, proposta pela deputada Erika Hilton (PSOL) e que que visa limitar a jornada de trabalho a 36 horas semanais e acabar com a escala que garante aos trabalhadores apenas um dia de descanso por semana. Em publicação nas redes sociais na época, Nikolas afirmou que o projeto era “terrivelmente elaborado” e que o fim da escala é complexo e teria que levar em consideração questões econômicas e culturais no país.
O auxílio
Conforme o texto aprovado, podem receber o botijão as famílias cadastradas no Cadastro Único (CadÚnico) com renda mensal de até meio salário mínimo. Até dezembro de 2025, os beneficiários recebiam o valor equivalente ao preço médio do botijão de gás na região onde moram. Com a mudança, passam a retirar o botijão diretamente nas revendedoras participantes, que receberão o pagamento em até sete dias úteis.
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O texto também inclui as cozinhas solidárias e comunitárias entre os beneficiários da iniciativa. De acordo com o relatório, esses espaços poderão receber recursos do Ministério de Minas e Energia, de estados e municípios, ou ainda de valores provenientes de multas e termos de ajustamento de conduta (TACs) relacionados a infrações ambientais.
