O União Brasil oficializou o deputado federal Rodrigo de Castro como presidente estadual em Minas Gerais, na noite desta terça-feira (10/2). O movimento aproxima o partido do senador Rodrigo Pacheco (PSD), aliado do novo presidente.

Pacheco deve se filiar ao União Brasil em breve. Após ser preterido no PSD, o ex-presidente do Congresso Nacional articulou, junto com o senador Davi Alcolumbre (União), seu principal parceiro político, a mudança, que pode ter grande impacto nas eleições mineiras.

Ao se aproximar de Pacheco, o União começa a deixar de lado o vice-governador Mateus Simões (PSD), pré-candidato ao governo de Minas. Mesmo diante da articulação, o vice de Zema afirmou, com firmeza, em entrevista ao Estado de Minas na última terça-feira (3), que conta com o apoio da federação União-PP na disputa pelo Executivo estadual.

Simões disse ter a palavra do ex-presidente do União em Minas, o deputado federal Marcelo Freitas, como garantia do apoio. O parlamentar, contudo, está de saída para o PL.

'Vingança' de Pacheco

A retirada da federação União-PP da chapa de Simões foi antecipada pela coluna Além do Fato, de Orion Teixeira, no Estado de Minas, nessa segunda-feira (9).

O movimento é visto como uma “vingança” de Pacheco, que viu o PSD filiar Mateus Simões em outubro, rifando o ex-presidente do Senado, também pré-candidato.

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O senador é o nome preferido do presidente Lula (PT) para a disputa do governo de Minas em 2026. Apesar de declarações de que gostaria de encerrar a carreira política no início de 2027, ele tem feito movimentos nos bastidores que viabilizam uma candidatura ao Executivo mineiro.

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