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Com processo acelerado por Moraes, Eduardo pode virar réu em outubro-lugardafinancas.com

Com processo acelerado por Moraes, Eduardo pode virar réu em outubro

Ministro determinou notificação por edital de deputado, que se mudou para os Estados Unidos em março. Filho do ex-presidente e Paulo Figueiredo são acusados de atuar junto ao governo Trump por sanções contra o Brasil

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O autoexílio do deputado Eduardo Bolsonaro (PL-SP) nos Estados Unidos evitou até o momento sua prisão preventiva no Brasil, por ordem do STF (Supremo Tribunal Federal). A estratégia não impede, porém, a abertura de processo criminal e uma eventual condenação, no futuro.

O prazo para que o terceiro filho do ex-presidente Jair Bolsonaro entregue sua defesa prévia ao Supremo, sobre a denúncia e o pedido de abertura de uma ação penal para puni-los por atrapalhar o processo do golpe, começou a contar nesta terça-feira, 30, com determinação do ministro Alexandre de Moraes, relator dos processo no STF, no sábado, 26, de uma “notificação por edital” do deputado.

Moraes também mandou intimar o empresário Figueiredo por “carta rogatória”, via cooperação internacional entre os países. Isso porque o neto do ex-presidente general João Figueiredo – último da ditadura de 64 – vive nos Estados Unidos legalmente.

A PGR (Procuradoria Geral da República) denunciou Eduardo e o empresário Paulo Figueiredo por crime de coação para tentar atrapalhar o processo no STF contra Bolsonaro. O procurador-geral da República, Paulo Gonet, sustentou que os dois articularam as sanções contra o Brasil junto ao governo dos Estados Unidos, para impedir o julgamento por crimes contra a democracia.

O relator determinou também a separação do processo em dois. Assim, a denúncia contra Eduardo deve ter ritmo mais acelerado. Com o prazo aberto de quinze dias para sua defesa, o STF poderá analisar a denúncia daqui a duas semanas e abrir a ação penal. As medidas colocam Eduardo mais próximo do banco dos réus por articular a ofensiva contra autoridades brasileiras e o tarifaço do governo Donald Trump contra o Brasil. 

Nesta segunda-feira, 29, o ministro também expediu a “carta rogatória” que comunica oficialmente as autoridades americanas a intimação pessoal de Figueiredo. O STF tentou, sem sucesso, entregar intimação para os dois. Moraes registrou que, apesar de ter domicílio no Brasil, Eduardo “está criando dificuldades para ser notificado” e as tentativas foram “infrutíferas”. 

No despacho, o relator escreveu que Eduardo, “além de declarar, expressamente, que se encontra em território estrangeiro para se furtar à aplicação da lei penal”, também não pode alegar desconhecimento do processo. “É inequívoca a ciência, por parte do denunciado Eduardo Nantes Bolsonaro, acerca das condutas que lhe são imputadas na denúncia oferecida nestes autos”, escreveu.

Eduardo e Figueiredo devem virar réus ainda em outubro. As previsões apontam que eles devem entrar no pacote de ações penais da trama golpista, formado por 31 réus divididos em núcleos. O “núcleo 1”, que reúne Bolsonaro, militares e ex-membros do primeiro escalão do governo, é o único com processo encerrado. O ex-presidente foi condenado a 27 anos e 3 meses de prisão.

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