Por que lançar Alckmin em São Paulo virou uma aposta no Planalto
O atual vice-presidente e seu partido, o PSB, insistem na repetição da chapa vitoriosa em 2022. Mas Lula e o PT têm motivos para querer que ele se candidate ao governo paulista
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A possibilidade de candidatura do vice-presidente Geraldo Alckmin ao governo paulista ganhou força após pesquisas encomendadas pelo Palácio do Planalto apontarem que ele ganhou popularidade no interior do estado. Na semana passada, o presidente Lula estimulou esse debate ao dizer que Alckmin será importante na eleição em São Paulo.
A leitura predominante no Planalto é a de que o vice acumulou capital político na condução das reuniões com empresários em meio ao tarifaço imposto ao Brasil pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. O interior de São Paulo é responsável por parte significativa da produção de café, laranja, açúcar e outros produtos industriais que foram afetados pelas sobretaxas.
As pesquisas apontaram que Alckmin foi avaliado positivamente pela população do interior ao adotar uma postura de diálogo permanente com os setores afetados. Os resultados surpreenderam Lula e seu entorno, pois a hipótese inicial era de que ao se aliar ao petismo o vice poderia ser considerado um “traidor” pelo eleitor que o elegeu governador para quatro mandatos.
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Lula quer um palanque forte em São Paulo. Além de Alckmin, são especulados os nomes dos ministros Fernando Haddad (Fazenda) e Simone Tebet (Planejamento), cotados para concorrer ao governo ou ao Senado.
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Apesar dos dados positivos, Alckmin não quer ser candidato a governador e deseja continuar na função de vice-presidente. Lula, entretanto, cogita outros partidos para ocupar a vaga. O MDB, por exemplo, tem mais tempo de TV, mais recursos para investir na campanha e maior penetração nos municípios do que o PSB de Alckmin.