A dificuldade em identificar corretamente a origem das dores na coluna é hoje um dos principais fatores para a cronificação do problema, segundo pesquisas nacionais e internacionais. Dados da Organização Mundial da Saúde (OMS) mostram que a dor lombar é a principal causa de incapacidade no mundo desde 2019, afetando mais de 619 milhões de pessoas globalmente, número que tende a crescer até 2050, impulsionado por diagnósticos tardios e tratamentos fragmentados.
No Brasil, um estudo publicado em 2023 no periódico The Lancet Rheumatology destacou que até 60% dos pacientes com dor crônica na coluna passam por múltiplas abordagens terapêuticas sem um diagnóstico funcional preciso, focado na biomecânica, postura e sobrecargas neuromusculares. O resultado é o alívio temporário dos sintomas, seguido pela recorrência da dor.
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Pesquisas mais recentes reforçam o alerta. Um levantamento divulgado em 2024 pela revista Frontiers in Pain Research indica que dores na coluna frequentemente estão associadas a alterações combinadas (musculares, articulares e ligamentares) que não são identificadas quando a avaliação se limita apenas a exames de imagem. Segundo o estudo, pacientes avaliados por protocolos clínicos integrados apresentaram melhor resposta terapêutica e menor taxa de recorrência da dor após seis meses.
Na prática clínica, esse cenário tem levado especialistas a defenderem uma mudança no modelo de cuidado. Para Wolney Haas, cofundador e CEO da Sou Coluna, “a dor não surge de forma isolada. Ela é consequência de um desequilíbrio progressivo que envolve postura, mobilidade e sobrecarga mecânica. Sem identificar esse conjunto, o tratamento perde eficácia”, afirma o especialista.
O tema ganha ainda mais relevância diante do impacto socioeconômico do problema. Dados do INSS mostram que os transtornos musculoesqueléticos, incluindo dores na coluna, figuram entre as principais causas de afastamento do trabalho no país desde 2022, com reflexos diretos na produtividade e nos custos do sistema de saúde.
O avanço no tratamento das dores na coluna passa pela adoção de métodos integrados, que atuam simultaneamente sobre diferentes estruturas do corpo. Em clínicas especializadas como a Sou Coluna, o protocolo combina realinhamento vertebral, ajustes articulares, tração automatizada, exercícios personalizados e termoterapia, com foco na origem do desequilíbrio biomecânico. “O diferencial está em tratar a causa da dor, e não apenas o sintoma. Trabalhamos desde a estrutura óssea até o tecido nervoso, promovendo uma reabilitação completa”, explica Wolney Haas.
O processo tem início com uma avaliação clínica ampliada, que inclui análise postural digital, scanner termográfico (capaz de identificar ponto de disfunção articular e interferências nervosas) e testes ortopédicos funcionais. A partir desse mapeamento, é definido um plano terapêutico individualizado, que pode envolver técnicas de descompressão vertebral, liberação muscular e fortalecimento específico.
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Em quadros degenerativos, equipamentos como a maca de flexão e distração e o adjuster são utilizados para ampliar o espaço entre as vértebras, estimular a nutrição dos discos e reduzir a compressão nervosa. Segundo Wolney Haas, a integração entre diagnóstico, tratamento e acompanhamento contínuo permite ajustes conforme a evolução clínica, com índices de eficácia que chegam a 98% nos casos acompanhados pela rede.
