A calvície genética, conhecida tecnicamente como alopecia androgenética, é uma das principais queixas em consultórios dermatológicos e de tricologia no Brasil. Afetando homens e mulheres, ela costuma despertar a mesma dúvida: afinal, dá para evitar a queda hereditária dos fios?
Segundo a tricologista Márcia San Juan Dertkigil, embora a genética não possa ser modificada, hoje, já é possível retardar significativamente a progressão da calvície e preservar os fios por muitos anos, desde que o diagnóstico seja feito precocemente.
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“A calvície genética não tem cura no sentido de eliminar o fator hereditário, mas tem controle. Quanto antes o paciente inicia o tratamento, maiores são as chances de manter os cabelos saudáveis e evitar áreas extensas de rarefação”, explica a especialista.
A alopecia androgenética ocorre devido à sensibilidade dos folículos capilares aos hormônios androgênicos, especialmente a di-hidrotestosterona (DHT), que provoca o afinamento progressivo dos fios até a interrupção do crescimento. O processo costuma ser lento, silencioso e, muitas vezes, só é percebido quando a perda já está avançada.
“Muitas pessoas acreditam que a queda é apenas estacional ou relacionada ao estresse, e acabam adiando a avaliação médica. Esse atraso faz diferença no resultado, porque o folículo que sofre miniaturização por muito tempo pode não se recuperar”, alerta Márcia.
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De acordo com a tricologista, o tratamento deve ser individualizado e pode incluir terapias tópicas, medicamentos orais, procedimentos injetáveis, laser capilar e suplementação, sempre após avaliação clínica e exames específicos.
“Não existe fórmula única. Cada paciente responde de forma diferente, e o sucesso depende da associação correta das terapias e da adesão ao tratamento”, ressalta.
Outro ponto importante é desmistificar a ideia de que apenas homens sofrem com a calvície genética. Nas mulheres, o quadro costuma se manifestar como afinamento difuso dos fios, principalmente na região do topo da cabeça. “Nas mulheres, a calvície genética impacta muito a autoestima, mas o diagnóstico precoce permite resultados excelentes, muitas vezes imperceptíveis para terceiros”, afirma a médica.
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Para a especialista, informação e acompanhamento médico são aliados fundamentais no enfrentamento da calvície hereditária. “A calvície genética não precisa ser encarada como um destino inevitável. Com orientação adequada e tratamento contínuo, é possível conviver bem com a genética e manter a saúde capilar”, afirma.
