Dia de Iemanjá: data impulsiona turismo e movimenta cidades
Saiba como as homenagens à Rainha do Mar têm impacto econômico e cultural, atraindo visitantes de todo o país com música, dança, roupas e culinária típica
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Nesta segunda-feira (2/2). as celebrações do Dia de Iemanjá transformam o cenário de diversas cidades litorâneas brasileiras. Em 2026, a festa completa 103 anos de tradição, levando em conta a primeira grande oferta à orixá, organizada por pescadores em 1923.
Manifestação de fé para muitos, a data se torna um importante motor para o turismo e a economia local, atraindo milhares de visitantes para participar das homenagens à “Rainha do Mar”.
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A data se consolida no calendário de eventos como um atrativo cultural e religioso. O fluxo intenso de pessoas movimenta hotéis, restaurantes e o comércio em geral, gerando renda e fortalecendo a cultura. A combinação de devoção e festa cativa não apenas os seguidores de religiões de matriz africana, como umbanda e candomblé, mas também turistas em busca de experiências autênticas.
'Abre-alas' para o carnaval
Nessa época, a ocupação hoteleira atinge picos expressivos em Salvador (BA). Durante fevereiro de 2025, a ocupação média ficou em 69,42%, marcando um crescimento de quase 5% em relação a 2024, de acordo com a Pesquisa Conjuntural de Desempenho (Taxinfo), realizada pela Associação Brasileira da Indústria de Hotéis, Seção Bahia (ABIH-BA).
Ainda segundo a pesquisa, somente nesse domingo (1º/2), véspera da comemoração, a ocupação na capital chegou a 86%. Na festa do Bairro do Rio Vermelho, uma das mais tradicionais do país, os turistas compunham de 30% a 40% dos participantes da festa.
Visitantes de diferentes estados e até de outros países chegam para acompanhar os rituais, que incluem barcos repletos de presentes e oferendas levados para o oceano. As praias se enchem de gente vestida de branco e azul, cores que simbolizam a orixá, criando um espetáculo visual.
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Experiência completa
O impacto econômico vai além da rede hoteleira. Segundo a Empresa Salvador Turismo (Saltur), a movimentação econômica do verão de 2025 na cidade foi estimada em R$ 2 bilhões.
Artesãos locais se beneficiam com a venda de suvenires e artigos religiosos, e vendedores ambulantes também aproveitam a data para comercializar flores, velas, perfumes e comidas típicas.
Na gastronomia, bares e restaurantes registram aumento significativo no movimento, principalmente aqueles com vista para o mar ou que realizam eventos fechados, como as famosas "Feijoadas de Iemanjá", que podem aumentar o faturamento diário habitual em 300%.
As procissões marítimas, um dos pontos altos da festa, aquecem o setor náutico, com barqueiros e pescadores oferecendo passeios para que fiéis e turistas possam deixar suas homenagens em alto-mar.
A celebração transcende o aspecto puramente religioso, tornando-se um evento cultural que valoriza a herança afro-brasileira. A música, a dança, as roupas típicas e a culinária se unem à fé, oferecendo uma imersão completa na cultura local para quem participa dos festejos.
Uma ferramenta de IA foi usada para auxiliar na produção desta reportagem, sob supervisão editorial humana.
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*Estagiária sob supervisão do subeditor Thiago Prata