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Estado de Minas AUSIOVISUAL

Com museus fechados, filmes abrem o acesso a artistas

H� op��es nas plataformas de streaming para ver de perto o processo criativo e as obras emblem�ticas de grandes nomes da arte contempor�nea


13/08/2020 04:00

O documentário Escada para o céu aborda o processo de criação da obra homônima, que levou décadas, e a carreira do chinês Cai Guo-Quiang(foto: Fotos: Netflix/Divulgação )
O document�rio Escada para o c�u aborda o processo de cria��o da obra hom�nima, que levou d�cadas, e a carreira do chin�s Cai Guo-Quiang (foto: Fotos: Netflix/Divulga��o )
Quando desembarcou no Brasil, em 2012, a artista s�rvia Marina Abramovic planejava fazer uma viagem pelo pa�s em busca de “pessoas e locais de poder”. As raz�es, naquele momento, n�o estavam muito claras para a c�lebre artista perform�tica e para a equipe de filmagem que a acompanhava. O resultado da jornada, que somou mais de 6 mil quil�metros percorridos em seis estados, e os motivos de Marina para fazer essa imers�o m�stica s�o revelados no filme Espa�o al�m, lan�ado em 2016 e agora dispon�vel no cat�logo da Amazon Prime Video.

Dirigido por Marco del Fiol, o document�rio � um entre diversos t�tulos presentes nas plataformas de streaming que visam destrinchar o processo criativo de algumas das mentes mais not�veis da arte contempor�nea.

Espa�o al�m � especialmente interessante para o p�blico brasileiro. Al�m de trazer reflex�es sobre a vida e a obra de Marina – que j� havia feito algo semelhante no filme A artista est� presente (2012), de Matthew Akers, e na autobiografia Pelas paredes (Jos� Olympio, 2017) –, o document�rio mostra a profunda rela��o que ela cultiva com o Brasil.

Marina e sua equipe passam por Goi�s, Distrito Federal, Bahia, Minas Gerais, Paran� e S�o Paulo � procura de diferentes experi�ncias espirituais. Ainda que atualmente seja desconcertante assistir � visita dela ao m�dium Jo�o de Deus, condenado em 2019 pelos crimes sexuais cometidos em Abadi�nia, o filme mostra a artista � paisana, misturando-se �s “pessoas comuns”, despida do status de celebridade que conquistou na cultura pop.

Desde que come�ou a colaborar e aparecer ao lado de astros e estrelas da m�sica e do cinema, como Lady Gaga, Jay-Z e Brad Pitt, a fama de Marina Abramovic extrapolou o mundo das artes. Sua performance de maior sucesso, A artista est� presente, realizada no MoMA (Nova York), em 2010, arrastou multid�es. O v�deo em que ela recebe o ex-companheiro, o artista alem�o Ulay (1943-2020), viralizou nas rede sociais.

(foto: Espaço além registra as andanças de Marina Abramovic pelo Brasil, incluindo Minas Gerais)
(foto: Espa�o al�m registra as andan�as de Marina Abramovic pelo Brasil, incluindo Minas Gerais)

DOR Iniciada nos anos 1970, sua carreira sempre teve como tema dominante a dor f�sica: chibatadas nas pr�prias costas, batidas intermitentes do seu corpo contra uma parede ou longos minutos com o dedo numa chama s�o algumas das v�rias a��es emblem�ticas e dolorosas que ela j� fez.

“O que n�o consigo suportar � a dor sentimental”, conta ela nos primeiros minutos do longa. E, assim, Marina toma ayahuasca, participa de rituais de candombl� e visita curandeiras no interior do Brasil com o objetivo de compreender de que maneira diferentes grupos e cren�as enfrentam a dor.

O filme, ent�o, explora os limites entre a performance, a arte e a transcend�ncia, al�m de mostrar, de perto, rituais de diferentes religi�es. Mas engana-se quem acha que a artista realiza essa jornada para se identificar com alguma delas.

“N�o gosto de religi�es, porque elas me remetem �s institui��es”, adverte a artista quando o filme j� avan�a para o fim. “O que eu gosto � de espiritualidade, que � uma coisa completamente diferente.” Talvez isso explique seu olhar tur�stico e encantado, al�m de revelar que sua real busca � pela transcend�ncia.

Em sua primeira visita ao pa�s, em 1989, Marina Abramovic conheceu Serra Pelada, no Par�, que passou a lhe interessar desde que ela viu o ensaio que o fot�grafo Sebasti�o Salgado dedicou ao garimpo. A artista pesquisou diversos cristais e as influ�ncias da carga energ�tica dessas pedras.

Ela relembra essa passagem ao chegar em Corinto, munic�pio de Minas Gerais conhecido como “Terra dos Cristais”. E � de l� que Marina tirou a inspira��o para a exposi��o Terra comunal, realizada em S�o Paulo, em 2015.

Com a mostra, Marina provou que qualquer um pode fazer uma performance. O M�todo Abramovic, conjunto de exerc�cios propostos pela artista para que o p�blico interagisse com os cristais, partia do pressuposto de que qualquer interessado poderia, naquelas circunst�ncias, performar.

EXPLOSIVOS Foi numa manh� de ver�o, pouco antes das 5h, que o artista chin�s Cai Guo-Quiang realizou uma de suas maiores ambi��es: atear fogo a uma escada entrela�ada de p�lvora, com cerca de 500 metros de altura, rumo ao c�u.

Apesar de n�o ter sido amplamente divulgado, em raz�o das restri��es � liberdade de express�o impostas pelo governo da China, o espet�culo, assistido especialmente pela fam�lia de Cai e amigos pr�ximos, est� registrado no document�rio Escada para o c�u (2016), de Kevin Macdonald, dispon�vel na Netflix.

Apesar de dar nome � produ��o, a obra em quest�o, que levou 21 anos para se tornar realidade, � somente um dos temas do filme, que tamb�m funciona como uma retrospectiva da carreira do artista.

Respons�vel pelo espet�culo de fogos de artif�cio dos Jogos Ol�mpicos de 2008, em Pequim, Cai Guo-Quiang explica que sua arte feita com p�lvora explora a filosofia oriental e dialoga com v�rias quest�es sociais contempor�neas.

Sua mat�ria-prima s�o fogos de artif�cios, que podem ser disparados em imensos espa�os abertos ou at� mesmo em galerias de paredes brancas.
“A obra de arte mais poderosa acontece quando existe medo”, declara ele, cujo trabalho � analisado no filme por historiadores e cr�ticos, al�m de ex e atuais membros de seu est�dio. 

ESPA�O AL�M – MARINA ABRAMOVIC E O BRASIL 
Brasil, 2016, 86min, de Marco del Fiol
Dispon�vel na Amazon Prime Video 

ESCADA PARA O C�U – A ARTE DE CAI GUO-QIANG 
Inglaterra, 2016, 76min, de Kevin Macdonald 
Dispon�vel na Netflix

Arte no dia a dia

O dinamarquês Olafur Eliasson é tema de um dos episódios da série sobre design Abstract(foto: Amazon Prime Video/Divulgação )
O dinamarqu�s Olafur Eliasson � tema de um dos epis�dios da s�rie sobre design Abstract (foto: Amazon Prime Video/Divulga��o )

Criada com o objetivo de mostrar como o design impacta as diversas �reas da vida cotidiana, a s�rie Abstract, da Netflix, traz em sua segunda temporada um epis�dio dedicado ao artista dinamarqu�s Olafur Eliasson, conhecido por esculturas e instala��es em larga escala. 

Em tom espirituoso e cativante, o epis�dio explora as principais inspira��es do artista, al�m de mostrar um pouco do que est� por tr�s de suas cria��es mirabolantes e megaloman�acas. 

A s�rie ainda contempla outras �reas, como a ilustra��o, a arquitetura e a fotografia. Destaque para os epis�dios com a figurinista Ruth Carter e a designer de brinquedos Cas Holman. 

J� Tales by light, tamb�m da Netflix, acompanha a jornada de fot�grafos que registram lugares inexplorados e culturas pouco conhecidas no mundo. J� foram produzidas tr�s temporadas, que somam 18 epis�dios. Artistas como Art Wolfe, Darren Jew, Krystle Wright, Eric Cheng e Stephen Dupont participam da s�rie.


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