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Estado de Minas FORMA��O M�DICA

Atendimento m�dico humanizado: empatia que se aprende na universidade

Um dos pilares do curso de Medicina do UniBH � a humaniza��o na rela��o entre m�dico e paciente, com boas pr�ticas de atendimento


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postado em 08/06/2020 10:00 / atualizado em 08/06/2020 10:34

(foto: Freepik)
(foto: Freepik)

O atendimento m�dico humanizado no ambiente hospitalar traz resultados positivos para todos os envolvidos: o m�dico, a equipe multidisciplinar, o familiar e, sobretudo, o paciente. Afinal de contas, o tratamento digno, embasado pela compaix�o e respeito, impacta favoravelmente no diagn�stico, tratamento e cura. 
 
Ainda mais quando pensamos no atual cen�rio. Com a pandemia da Covid-19, os pacientes contaminados t�m de conviver com uma doen�a agressiva e at� ent�o desconhecida. O conforto que vem dos m�dicos e da equipe multidisciplinar d� seguran�a e confian�a a todos os envolvidos.  
 
Mas o que � humaniza��o e como ela ocorre? Ser� que o olhar humanizado vem de ber�o ou pode ser aprendido pelo profissional de sa�de, assim como ele desenvolve conhecimentos sobre as funcionalidades de um �rg�o? 
 
O Centro Universit�rio UniBH, com mais de 50 anos de trajet�ria no ensino superior, tem como seus valores a empatia e o engajamento. 
 
Assim, “colocar-se no lugar do outro, conectando-se com os seus objetivos, buscando solu��es pautadas pela �tica” torna a empatia um pilar que tamb�m norteia o curso de Medicina do UniBH. Outro valor, intr�nseco ao mesmo curso, � o engajamento, que aborda como “assumir de forma comprometida e respons�vel os valores e objetivos da institui��o com dedica��o, energia, vontade e amor”. 
 
Nesse sentido, o curso alia a tecnologia de ponta com a empatia para formar novos m�dicos, unindo o conhecimento t�cnico e o olhar voltado para as rela��es humanas. 

Humaniza��o: quando a rela��o deixa de ser centrada no m�dico 


Os alunos do UniBH são preparados em sala de aula para um atendimento humanizado.(foto: Divulgação/UniBH)
Os alunos do UniBH s�o preparados em sala de aula para um atendimento humanizado. (foto: Divulga��o/UniBH)

O atendimento humanizado pressup�e a qualidade do tratamento t�cnico e do relacionamento entre m�dico e paciente. O professor do curso de Medicina do UniBH e m�dico de Fam�lia e Comunidade, Eric �vila, reflete sobre o termo “humaniza��o”. 
 
“A palavra pode parecer meio clich� ou redundante, j� que estamos tratando da rela��o entre humanos. Mas quando buscamos detalhar os princ�pios, a gente encontra falta de compaix�o, de solidariedade e de respeito em muitas delas. Assim, a gente percebe que h� muitos v�nculos aplicados de maneira vertical, em que o m�dico passa a ser o centro da rela��o”, comenta. 
 
Entretanto, esse conceito reflete muito o relacionamento entre aluno e professor. Sendo assim, quando o professor se coloca como a figura central, sem ouvir o aluno, esse estudante acaba reproduzindo o modelo na sua atua��o no mercado de trabalho quando se torna um m�dico, segundo muitas pesquisas que demonstram esse tipo de v�nculo durante a gradua��o. 

“Toda consulta m�dica � um encontro muito sagrado de pessoas que dividem saberes. De um lado, um especialista em medicina e, de outro, um especialista nele mesmo. A consulta s� pode acontecer se houver harmonia entre os dois agentes. Os dois t�m, portanto, um poder muito importante e que deve ser compartilhado, evitando assim a centraliza��o somente em um dos pontos”, analisa �vila. 


No curso do UniBH os alunos aprendem na prática.(foto: Divulgação/UniBH)
No curso do UniBH os alunos aprendem na pr�tica. (foto: Divulga��o/UniBH)

Habilidade aprendida em sala de aula: o despertar do olhar humanizado


O curso de Medicina do UniBH ï¿½ um dos melhores do pa�s, atingindo nota 4 no Minist�rio da Educa��o (MEC). O curso consegue empregar recursos tecnol�gicos em sala de aula, como telessalas, com atendimento virtual e mesas de anatomia tridimensionais, juntamente com uma forma��o �tica. 
 
O professor �vila lembra que as pessoas s�o muito diferentes e que, por isso, todos os anos o curso de Medicina recebe calouros vindos dos mais diversos contextos. Desse modo, ter um olhar emp�tico junto ao futuro paciente � uma prerrogativa da gradua��o. 
 
“Ter atitude �tica e humana junto ao paciente � algo poss�vel de ser desenvolvido ou vem de ber�o? Cada pessoa passa por uma viv�ncia, � muito complexo se n�s, como educadores, n�o pudermos abrir caminhos para que a pessoa tamb�m tenha atitude e n�o fique somente na esfera do desenvolvimento das compet�ncias ligadas aos saberes e �s habilidades m�dicas propriamente ditas”, explica. 
 
Portanto, esse vi�s �tico n�o est� presente apenas no curso de Medicina. O UniBH tem mais de 40 cursos (bacharelado, licenciatura e gradua��o tecnol�gica) que tamb�m seguem esse prop�sito. 
 
Assim, por meio de parcerias com a comunidade, s�o desenvolvidas v�rias atividades que impactam positivamente na popula��o carente mineira. S� para se ter uma ideia, os cursos realizam, em m�dia, 1.000 atendimentos mensais gratuitos a esse p�blico.
 
Nesse sentido, um diferencial do curso de Medicina do UniBH � a atividade assistencial prestada no Programa de Sa�de da Fam�lia, em Minas Gerais, al�m de pr�ticas humanizadas no desenvolvimento dos est�gios realizados pelos futuros m�dicos. 

Forma��o humanizada: toda a equipe de sa�de sai ganhando 


O atendimento humanizado nas cl�nicas e hospitais faz com que o paciente se sinta mais seguro e siga o tratamento prescrito. O familiar, por sua vez, fica mais tranquilo sobre o estado de sa�de do ente querido. Mas quem tamb�m sai ganhando nessa rela��o � a equipe multiprofissional. 
 
Segundo Eric �vila, a concep��o de atendimento humanizado faz com que o m�dico saia do centro das aten��es e das decis�es, reconhecendo melhor o trabalho exercido pelos integrantes da equipe multiprofissional, como o enfermeiro, o nutricionista, o fisioterapeuta e muitos outros. 
 
“O profissional acaba reconhecendo a import�ncia dos outros membros da equipe. Ele passa a entender a import�ncia de profissionais como os agentes comunit�rios de sa�de, que apesar de n�o terem uma forma��o t�cnica robusta como a dos m�dicos, s�o detentores de conhecimentos comunit�rios dos mais belos, de uma viv�ncia inserida no seio de uma comunidade”, considera �vila. 

M�dico e paciente: ambos s�o importantes no processo de tomada de decis�es 


Os alunos do curso de Medicina do UniBH entendem que o atendimento m�dico humanizado � um facilitador do diagn�stico e do tratamento do paciente. 
Isso porque o m�dico que tem esse olhar emp�tico ouve o paciente, n�o o interrompendo prematuramente enquanto ele est� falando e fazendo o diagn�stico somente com base em casos anteriores. 
 
Segundo o professor, isso favorece a decis�o compartilhada. “Como n�s falamos da import�ncia de dividir saberes (de m�dico e de paciente), a decis�o compartilhada � algo que tem sido muito trabalhada. A habilidade do profissional m�dico de simplificar as evid�ncias cient�ficas aos seus pacientes, a ponto de eles compreenderem os riscos e benef�cios do tratamento, os torna agentes ativos no processo de decis�o”, afirma. 
 
�vila exemplifica. “Se h� dois medicamentos com efeitos parecidos sobre os sintomas, mas um deles tem um efeito colateral melhor absorvido pelo paciente, e ele entende isso por meio do esclarecimento do m�dico, o pr�prio paciente pode ajudar na escolha pela melhor prescri��o. Isso sugere, portanto, que o tratamento ser� seguido, aumentando assim o sucesso da indica��o m�dica”, ressalta o professor.

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