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TRE julga recurso de prefeito eleito de Mariana que não tomou posse - Politica - Estado de Minas-lugardafinancas.com

Jornal Estado de Minas

POLÍTICA

TRE julga recurso de prefeito eleito de Mariana que não tomou posse

Mariana, Região Central de Minas Gerais, poderá ter nova eleição ainda esse ano. O Tribunal Regional Eleitoral de Minas Gerais (TRE-MG) julgará, nesta quarta-feira (19/5), ação movida pela candidatura de Celso Cota Neto (MDB), prefeito eleito de Mariana em 2020, mas que teve a candidatura impugnada.



A sessão será às 17h e terá transmissão simultânea no canal do TRE-MG no YouTube.

Após decisão proferida em dezembro de 2020, a Corte Eleitoral mineira confirmou o indeferimento do registro de candidatura de Celso Cota, mas ele apresentou um embargo de declaração para buscar reverter a decisão.

Além disso, a coligação Avança Mariana, à qual o candidato pertencia, também apresentou outro recurso.

De acordo com o TRE-MG, nessa segunda-feira (17/5), os direitos políticos de Cota entraram em julgamento em nova sessão.

O juiz Itelmar Raydan rejeitou os dois pedidos de embargos e, em seguida, o segundo vogal – juiz Luiz Carlos Rezende – pediu vista até esta quarta-feira, quando os demais juízes darão o voto na continuidade da sessão.



O que ocorreu de diferente no caso de Celso Cota, segundo o TRE-MG, é que nesse processo houve uma decisão do Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG), proferida em fevereiro de 2021, declarando que, a partir de 19/10/2020, Celso Cota havia recuperado os seus direitos políticos.

Como os embargos foram apresentados em janeiro de 2021 e essa decisão do TJMG ocorreu depois, Celso e a Coligação querem demonstrar que essa decisão do TJMG pode interferir no resultado dos embargos, fazendo com que a candidatura seja deferida.

O que ainda pode acontecer

Caso sejam rejeitados os dois embargos, fica mantido o indeferimento da candidatura e Celso Cota ainda pode recorrer ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE), que é a instância máxima da Justiça Eleitoral brasileira.



Se o candidato recorrer ao TSE, o TRE-MG terá que aguardar uma decisão final da instância superior.

O TRE-MG afirma que se for mantido o indeferimento pelo TSE, será feita nova eleição, sem data definida.  Se o candidato não recorrer ao TSE, o indeferimento terá o seu trânsito em julgado (decisão final) e será marcado novo pleito.

E aí poderia ocorrer, quem sabe, no segundo semestre de 2021. Mas, ainda segundo o TRE-MG, candidatos que venceram nas urnas, mas tiveram o registo indeferido pelo TRE, sempre recorrem ao TSE.

Entenda o caso

O candidato Celso Cota (MDB) venceu a eleição em Mariana com 42,61% dos votos, mas concorreu ao pleito de 2020 com a candidatura “sub judice” porque discutia-se no processo de registro da candidatura dois impeditivos para o deferimento de candidatura: suspensão dos direitos políticos e validade da filiação de Cota ao novo partido em abril de 2020. 

O registro de candidatura de Celso Cota foi indeferido pela juíza da 171ª ZE por ele estar com os direitos políticos suspensos em razão de condenação por improbidade administrativa e não preencher as condições de elegibilidade.

Após a decisão de primeira instância, Celso Cota Neto recorreu ao TRE.

Em dezembro de 2020, o TRE julgou, Cota não pôde tomar posse e o município está, desde então, comandado pelo presidente da Câmara Municipal, Juliano Gonçalves, até trânsito em julgado do processo ou decisão colegiada do TSE.




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