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Estado de Minas

Uma Floripa al�m das praia: confira um roteiro alternativo e encante-se

Em Floripa, explore as belezas e hist�rias dos bairros Ribeir�o da Ilha e Santo Ant�nio de Lisboa


postado em 13/08/2019 13:00 / atualizado em 13/08/2019 12:51

(foto: Markito/Setur)
(foto: Markito/Setur)


Mar e areia cintilantes dominam os roteiros tradicionais do turismo em Florian�polis, mas h� quem se aventure a transgredir a ordem e partilhar o tempo da viagem com outros prazeres. Recantos da cultura, da gastronomia e das ra�zes hist�ricas do povo da capital, conhecida como Ilha da Magia, e do estado de ares europeus merecem ser inclu�dos e apreciados em seus caros detalhes num raio de apenas 200 quil�metros a partir de Floripa.

Encantos a�orianos

H� uma rota interessante e rica de localidades em Blumenau, muitas vezes desprezada por desconhecimento pelos turistas. Esse roteiro oferece surpreendentes belezas, como os bairros Ribeir�o da Ilha e Santo Ant�nio de Lisboa, ainda em ch�o florianopolitano, as cidades de S�o Jo�o Batista, Nova Trento, Blumenau e Pomerode. N�o importa a forma de chegar, e s�o muitas: por aluguel de carro para trafegar em estradas bem sinalizadas, pelos aplicativos de transporte ou servi�o de ag�ncias de turismo. A ordem das visitas tamb�m pouco importa, com a facilidade de organizar os pontos pr�ximos se o tempo da viagem exigir um pouco mais de rapidez.

Sem qualquer remorso por nem sequer molhar os p�s nas �guas do Bairro Ribeir�o da Ilha, o passeio pelo vilarejo a�oriano revela seus encantos. Ali surgiu e se desenvolveu o principal polo de cultivo de ostras no estado, que alimenta a sofisticada culin�ria local.

A vila nasceu nos primeiros anos da capitania, com a constru��o de uma capela em homenagem a Nossa Senhora da Lapa por Manoel de Vargas Rodrigues, em 1763. Os escravos usaram pedra, cal e azeite de baleia na constru��o, que se estendeu at� 1806. A data est� l� estampada na parede da bela igreja, abaixo do teto. Sob o c�u de intenso azul, hoje, as linhas do templo que sucedeu � antiga capela se imp�em valorizadas, depois de ter passado por reconstru��o nos anos 1950.

Casar�es adornados pelos famosos azulejos portugueses abrigam restaurantes com deques que avan�am sobre o mar, seus card�pios baseados em ostras, mariscos, peixes e camar�es. O visitante pode escolher tamb�m as casas mais aconchegantes, que oferecem o sabor da comida caseira na companhia da cacha�a produzida na vila. Atra��o especial � o artesanato local da costura, arte bastante conhecida dos mineiros, e das rendas de bilro, t�cnica inspirada na cultura a�oriana.

Mist�rios seculares 

A parada seguinte descobre os mist�rios de Santo Ant�nio de Lisboa. Com arquitetura tamb�m influenciada pelo Arquip�lago de A�ores, o bairro tem origem no s�culo 17, quando foram distribu�das as primeiras sesmarias da terra ao padre Matheus de Le�o e a fam�lias portuguesas. Os a�orianos ocuparam o lugar em grandes fluxos de imigra��o a partir de 1748. O local foi elevado � categoria de freguesia em abril de 1750, tendo recebido como nome de batismo Nossa Senhora das Necessidades da Praia Comprida.

O nome atual do bairro foi recebido em 1948. De p�, com toda a sua gra�a, a Igreja Nossa Senhora das Necessidades protege, al�m do povo do lugar e dos turistas, um centro pequeno, quando comparado � exuber�ncia das cidades hist�ricas de Minas Gerais, mas que abriga patrim�nio importante. A Pra�a Rold�o da Rocha Pires � refer�ncia da primeira rua cal�ada de Santa Catarina, constru�da em homenagem a Dom Pedro II.

O imperador visitou a freguesia de Santo Ant�nio de Lisboa em meados do s�culo 19. O casario colonial se tornou abrigo de oficinas de arte e do com�rcio de mosaicos, roupas, bijuterias, artesanato, objetos de madeira e pe�as feitas com renda de bilro, tamb�m expostos na Feira das Alfaias, a Feirinha de Santo Ant�nio de Lisboa.

A Ponte Hercílio Luz é um dos principais cartões-postais de Florianópolis(foto: Marta Vieira/em/d.a press)
A Ponte Herc�lio Luz � um dos principais cart�es-postais de Florian�polis (foto: Marta Vieira/em/d.a press)


Peda�o da It�lia

Centen�rio, o munic�pio de Nova Trento abriga dois santu�rios em estilos diferentes, cada um com beleza e impon�ncia muito particulares. A cidade foi colonizada por imigrantes italianos da chamada Regi�o Trentina, que fica ao norte da It�lia. Pouco mais de 80 quil�metros a separam de Florian�polis e a visita pode ser combinada com uma parada em S�o Jo�o Batista, maior polo cal�adista de Santa Catarina.

Na antiga cidade de coloniza��o italiana, Santa Paulina reina nos dois santu�rios. �talo-brasileira, Madre Paulina chamava-se Amabile Lucia Visintainer, nascida em dezembro de 1865 na cidade de Vigolo Vattaro, austr�aca por origem e posteriormente anexada pela It�lia. Ela chegou ao Brasil com os pais aos 10 anos e fez seus votos 20 anos mais tarde, dando in�cio � Congrega��o das Irm�zinhas da Imaculada Concei��o.

Os “milagres” reconhecidos de Paulina ocorreram no Brasil, em Santa Catarina e no Acre. Primeira santa brasileira, foi canonizada em 2002, tendo recebido o nome Santa Paulina do Cora��o Agonizante de Jesus. A beatifica��o foi realizada pelo papa Jo�o Paulo II, quando o pont�fice esteve em Florian�polis.

O santu�rio em homenagem a Santa Paulina se ergue num espa�o com �rea verde abundante e quase 7 mil metros quadrados cobertos, com capacidade para reunir 3 mi pessoas assentadas. H� tr�s capelas em anexo, al�m do santu�rio principal, no formato de chap�u de freira, acess�vel por uma longa e bela escadaria.

Santuário de Santa Paulina se ergue num espaço com área verde abundante e quase 7 mil metros quadrados cobertos (foto: Marta Vieira/em/d.a press)
Santu�rio de Santa Paulina se ergue num espa�o com �rea verde abundante e quase 7 mil metros quadrados cobertos (foto: Marta Vieira/em/d.a press)


No Morro da Cruz 

Diferente, mas tamb�m intrigante e inspirador, � o santu�rio Nossa Senhora do Bom Socorro, no Morro da Cruz. A constru��o oferece vista espl�ndida e cen�rio de incr�veis momentos para medita��o. A admir�vel estrutura arquitet�nica da igreja recebeu em 1912 a est�tua de Nossa Senhora do Bom Socorro, trazida da Fran�a.

Outra parada em Nova Trento, a Villa Italiana consiste num conjunto de esta��es que contam como era a vida dos colonos que fundaram a cidade, na forma de museu e mercado de pulgas.

O visitante conhecer� dezenas de pe�as, algumas delas com mais de 100 anos, distribu�das em constru��es caracterizadas com o que foi poss�vel reunir da �poca em que chegaram os colonos italianos. O acervo montado ao longo de 10 anos contempla a Casa do Colono, com seus utens�lios, Casa dos R�dios, r�plicas de m�quinas e ferramentas usadas nas fazendas antigas, miniengenho de farinha de mandioca e lago com cria��o de peixes e gansos.

Alemanha, presente

O caminho que leva a uma Santa Catarina com cara e jeito alem�es passa necessariamente por Blumenau, distante 153 quil�metros de Florian�polis, e a vizinha Pomerode, a 'Pequena Alemanha' brasileira, a 175 quil�metros da capital. Blumenau oferece atra��es j� bastante conhecidas durante todo o ano, embora tenha ganho fama em raz�o da Oktoberfest, o festival de cerveja inspirado no banquete criado pelo rei b�varo Lu�s XI em Munique para comemorar seu casamento, em 1814.

O parque onde a festa alem� � realizada permanece aberto, servindo um pouco dos sabores e das lembran�as desfrutadas pelos turistas durante a Oktoberfest, promovida em outubro. Dentro ou fora desse per�odo, nada combina melhor com o ambiente e a aura da cidade do que um passeio pela hist�ria e a cultura locais. O dia incluir� a Ponte de Ferro, as constru��es antigas da Rua XV de Novembro e a vista da curva do Rio Itaja�-A�u.

Cerca de 30 quil�metros adiante, a tradi��o germ�nica exibe toda a sua forma nos charmosos pr�dios de Pomerode, localizada no M�dio Vale do Rio Ataja�-A�u, a 58 metros acima do n�vel do mar. Os colonizadores chegaram ao vale em 1863, vindos da regi�o de Pomer�nia, no Norte da Alemanha.

Foram os fundadores que fizeram quest�o de dar uma gra�a especial ao munic�pio de 30,6 mil habitantes, desde o P�rtico do Imigrante, na sa�da norte, r�plica em tamanho natural do Portal de Stettin, antiga capital da Pomer�nia. Na entrada, o Portal Turismo Sul, s�mbolo da cidade, apresenta o rico acervo de edif�cios e casas que o turista ver� reproduzindo o estilo enxaimel – t�cnica artesanal que usa s� madeiras encaixadas com pinos, considerado o maior fora da Alemanha.

ROTA DO ENXAIMEL

Pomerode oferece, inclusive, um trajeto chamado Rota do Enxaimel, tombado pelo Instituto do Patrim�nio Hist�rico e Art�stico Nacional (Iphan). A gastronomia esbanja personalidade em interpreta��es dos card�pios t�picos, contendo os tradicionais eisbein (joelho de porco), marreco recheado e kassler (bisteca de porco); e a cuca, carro-chefe das confeitarias.

A cerveja artesanal de Pomerode � outra atra��o, com visita liberada � Cervejaria Schornstein. Pelas ruas do Centro, a caminhada ser� agrad�vel, assim como a alternativa de passear nos carros de mola, aquelas carrocerias muito antigas e sofisticadas puxadas por cavalos. Documentos hist�ricos, objetos e utens�lios que ajudam a contar o hist�rico da coloniza��o e da forma��o do munic�pio podem ser vistos nos museus Pomerano, do Marceneiro e Casa do Imigrante. Com tempo, o turista pode ainda admirar o belo pr�dio e a f�brica da Porcelana Schmidt


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