Grupo Galpão faz homenagem a Teuda Bara em temporada de ‘Cabaré Coragem’
Espetáculo apresentado no último fim de semana, no Sesc Palladium, em BH, foi o primeiro depois da morte da atriz e cofundadora da trupe, em dezembro passado
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O retorno do Grupo Galpão ao palco, pouco mais de um mês depois da morte de Teuda Bara, foi marcado pela emoção. No último sábado (31/1) e domingo, a companhia apresentou “Cabaré Coragem”, no Sesc Palladium, na programação da Campanha de Popularização Teatro e Dança.
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O teatro ficou lotado nas duas sessões. Antes do início das apresentações, o público aplaudiu e gritou “vivas” ao áudio montado por Luiz Rocha, com depoimentos de Teuda e sua gargalhada característica. Ao final da apresentação, um painel com fotografia da atriz suscitou aplausos calorosos que duraram mais de dois minutos.
“Cabaré Coragem” estreou em 2023 e mescla repertório de músicas interpretadas ao vivo com números de variedades e danças, fragmentos de textos da obra de Brecht e cenas de dramaturgia própria.
Elenco
Com a ausência de Teuda Bara, o espetáculo sofreu pequenas modificações. Júlio Maciel, diretor de “Cabaré Coragem”, passou a integrar o elenco, que reúne Antonio Edson, Eduardo Moreira, Inês Peixoto, Luiz Rocha, Lydia del Picchia e Simone Ordones.
O espetáculo conta com direção musical, trilha e arranjos de Luiz Rocha, dramaturgia coletiva, com supervisão de Vinicius de Souza, cenários e figurinos de Márcio Medina, iluminação de Rodrigo Marçal.
Mamãe Coragem
Último personagem de Teuda, a Madame, como lembra Julio Maciel, era dona e criadora do Cabaré Coragem, “que levava com mão de ferro seu empreendimento e emocionava a todos, ao interpretar um trecho de “Mãe coragem”, de Bertolt Brecht, e cantar “Mamãe coragem”, de Caetano Veloso, quando sempre, ao final, a plateia se levantava e aplaudia, entusiasmada.
“Era lindo de ver!”, recorda. Com a interpretação do neto herdeiro da Madame, coube a Júlio cantar “A balada do soldado morto”, um poema de Brecht com melodia de Kurt Weill, gravado por Cida Moreira.
Encanto
“Teuda Bara encantou cada canto deste país ao longo de vários anos. Presenciei isso em cada cidade aonde chegava o Galpão. Independentemente das personagens que vestia – e todas brilhavam –, entendi que o brilho era tanto que arrebentava a máscara, o figurino,e nos iluminava, atores e público, com sua luz própria, como o Sol. Isso é raro. Guimarães Rosa disse que ‘as pessoas não morrem, mas ficam encantadas’. Seu encanto já era tanto, Teudinha, que foi chamada ao céu para encantar os anjos. Um beijo, Madame!”, reverencia Júlio.
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