Ter bom senso e pedir demissão é o melhor caminho
O que a diretoria está esperando que Tite faça mais, que rebaixe o Cruzeiro, como fez com o Atlético Mineiro em 2005?
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Eu, Pilhado, Mauro Cézar Pereira, Paparazzo Rubro-Negro e mais alguns cronistas sérios do país avisamos que Tite seria um fracasso no Cruzeiro. É o maior erro da diretoria, tão elogiada por nós, pela sua postura na temporada passada, quando, com um grupo coeso e um técnico de verdade, devolveu o orgulho do torcedor em vestir a camisa azul e exibi-la mundo afora. Esse orgulho foi jogado no lixo em um mês diante do trabalho pífio do atual técnico, que não tem o bom senso de pedir demissão. O que ele fez com o lateral William foi de uma covardia extrema, ao tirá-lo de campo como se fosse ele o responsável pelo péssimo futebol do time. Ao ser substituído, William saiu cabisbaixo e chateado. Tite tentou dar a mão a ele, mas o atleta recusou, o que fez muito bem.
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Ele praticamente jogou a culpa em William, quando na verdade o grande culpado é ele, que mexe mal, escala mal e treina mal o time. Aliás, o preparador físico de Tite, Fábio Marasedjian, é outro culpado. Um preparo físico pífio, onde os jogadores põem a “língua para fora” no segundo tempo dos jogos. A gente já percebia isso na Seleção Brasileira e podemos constatar, com toda a certeza, agora no Cruzeiro. O time tinha dois pilares: Lucas Silva e Lucas Romero. Dois “cães de guarda” que davam proteção aos laterais e zagueiros e não os deixava expostos. Tinha em Christian, pela direita, um belo “motorzinho”. Wanderson ajudava pela esquerda e compunha bem a marcação para liberar o cérebro do time, Matheus Pereira, para a criação das jogadas, e KJ, artilheiro nato, metendo seus gols. Tudo isso foi jogado no lixo.
Ao pedir a contratação de Gerson por 30 milhões de euros (quase R$ 200 milhões), Tite fez o presidente gastar esse dinheiro absurdo num jogador bem comum. Sim, senhoras e senhores, comum. Gerson saiu do Flamengo para o Zenit, da Rússia, no meio do ano passado, e não fez a menor falta ao rubro-negro, que ganhou tudo na temporada. Bom jogador de meio-campo ele é, mas não vale essa fortuna toda, e não ganha títulos. Ele não é um Almada, um Arrascaeta, um Veiga, é apenas o Gerson. Deram a ele um status que nunca teve, e eu também avisei sobre isso. Com o dinheiro gasto em Gerson, o Cruzeiro poderia ter buscado Almada, argentino que ganhou Libertadores e Brasileiro com o Botafogo. Esse ganha taças e é protagonista. Gerson será sempre coadjuvante e não passará disso, assim como Lucas Paquetá, outro jogador superestimado no Flamengo, que custou 43 milhões de euros (R$ 260 milhões), um dos maiores absurdos do futebol. Não vale nem 1/5 desse valor, mas a carência de torcedores e dirigentes faz com que cometam tais absurdos.
Eu não vejo mais clima para Tite continuar seu pífio trabalho no Cruzeiro. A torcida perdeu a paciência e já pede a sua saída. Não é pelo tempo ou por não chegar às finais do Mineiro, que não vale nada, e sim pelo fato de o futebol apresentado sob seu comando ser abaixo de qualquer crítica. Tite é um “ex-treinador” em atividade. Fez um mal terrível ao povo brasileiro nos 6 anos de fracasso na Seleção, e está fazendo esse mesmo mal ao torcedor azul. Chega! Basta! Peça demissão!
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A tal “dívida” que ele diz ter com o Atlético parece estar sendo paga: lanterna do Brasileiro, com menos 5 gols, derrota no clássico, de virada, derrota para o Botafogo, para quem o Cruzeiro não perdia há 10 anos, e derrota para o Coritiba, que não ganhava do Cabuloso havia 22 anos. O que a diretoria está esperando que Tite faça mais, que rebaixe o Cruzeiro, como fez com o Atlético Mineiro em 2005?
As opiniões expressas neste texto são de responsabilidade exclusiva do(a) autor(a) e não refletem, necessariamente, o posicionamento e a visão do Estado de Minas sobre o tema.
