Pacheco: vacinado e decepcionado com Lula
Pelas conversas que tem mantido, Pacheco está buscando outro partido para se filiar. Isso não quer dizer que será candidato a algum cargo
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A um aliado, o senador Rodrigo Pacheco (PSD) disse que está vacinado dos encantos do presidente Lula, que tentará convencê-lo, na próxima semana, a disputar o governo de Minas. Segundo esse interlocutor, Pacheco teria dito que, após o período de férias e descanso com a família, não está magoado ou ressentido com Lula por não o ter escolhido para vaga no STF. “Estou apenas decepcionado, eu tenho esse direito”.
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Diante dessa revelação, o aliado duvida que o senador irá mudar de ideia, que vire a página e abrace a causa eleitoral. Adiantou que, por outro lado, Pacheco atuará na campanha eleitoral para ajudar a derrotar o futuro candidato de seu partido atual, Mateus Simões (hoje vice-governador de Minas). Além de Simões, o padrinho político do rival, o governador Romeu Zema (Novo), que pretende disputar a Presidência da República.
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De Gilberto Kassab, presidente nacional do PSD, que o trocou por Simões, também não guarda mágoa, apenas distanciamento. Como diria o ex-governador Hélio Garcia, “não briga, mas também não faz as pazes”.
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Pelas conversas que tem mantido, Pacheco está buscando outro partido para se filiar. Isso não quer dizer que será candidato a algum cargo, apenas que estará elegível. De outra forma, a filiação é necessária até para o pleno exercício da atividade de senador até o final do mandato, em fevereiro do ano que vem. Pacheco nunca iludiu ninguém. Poderá descer do muro, na semana que vem, diante de Lula, para ficar no mesmo lugar.
AMM rejeita deboche de Simões
Em vídeo em rede social, o presidente da Associação Mineira de Municípios (AMM) e prefeito de Patos de Minas, Luís Eduardo Falcão, cobrou respeito do vice-governador Mateus Simões. A manifestação de Falcão se deu após Simões reclamar de prefeito que cobrou apoio do governo estadual na área da segurança. “Prefeito reclamou, eu mandei cancelar todo o apoio que ele dava para a polícia. Na hora que fui olhar o apoio dele, eram dois estagiários. A gente só precisa da ajuda de quem está disposto a construir com a gente”, disse Simões.
Falcão considerou a fala infeliz e desrespeitosa de quem, segundo ele, desconhece a realidade do interior mineiro. “Não são apenas dois estagiários. Em Patos de Minas, nós cedemos 13 pessoas à Polícia Civil, além de pagamento de aluguel, estrutura física, manutenção e outros. Tratar isso como algo pequeno é diminuir a cidade e ridicularizar o interior, incluindo servidores que trabalham no interior de Minas. O que ele demonstra é um deboche”. O espaço está aberto à réplica do vice-governador.
Efeitos da falta de água
Todos os funcionários da Copasa, além da direção da estatal, estão cientes do risco de desabastecimento de água na Grande BH. De acordo com dados divulgados dentro da empresa, hoje, o total dos reservatórios é de 132 milhões de metros cúbicos de água, que, dividido pelo consumo mensal de 23,4 milhões, seria suficiente para apenas cinco meses e meio. Estão todos lá torcendo por mais chuvas. Um ou outro na direção avalia que a falta de água poderá acelerar o processo de privatização da estatal. Outro acha que afeta.
As opiniões expressas neste texto são de responsabilidade exclusiva do(a) autor(a) e não refletem, necessariamente, o posicionamento e a visão do Estado de Minas sobre o tema.
