Direita pode isolar bolsonarismo e ir ao segundo turno
Enquanto Flávio sustenta seu plano de eleição em cima da polarização e da anistia, o futuro candidato do PSD vai se pautar pela experiência administrativa
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Com o cavalo de pau dado pelo presidente nacional do PSD, Gilberto Kassab, surgiu um fato político novo capaz de dar início e mudar a disputa eleitoral deste ano. Ele abrigou em seu partido três governadores presidenciáveis com boa aprovação administrativa em seus estados. O impacto maior da mudança será no campo da direita e extrema-direita. Em outras palavras, a direita poderá implodir a extrema-direita do filho 01 do ex-presidente Bolsonaro.
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Enquanto o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) sustenta seu plano de eleição em cima da polarização, da anistia e da liberdade de seu pai, o futuro candidato do PSD vai se pautar pela experiência administrativa. Antes de enfrentar Lula (PT), irão brigar entre si para ver quem fica com o voto antipetista.
Kassab mexeu na eleição ao reunir essa força com entregas de gestão. Irão vender que têm os melhores resultados na educação, na saúde e na segurança. Para isso, vão precisar de tempo e de mídia.
Ao contrário deles, o nome da extrema-direita nunca administrou nada, a não ser uma casa de chocolate, e só tem como meta tirar o pai da cadeia.
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E mais: os exemplos de gestão partido dos bolsonaros são desastrosos, como dos governadores Cláudio Castro (Rio) e Jorginho (Santa Catarina), além do próprio ex-presidente. Os governadores de Kassab querem ganhar de Flávio, mostrando ser uma opção consistente e mais confiável no campo da direita.
De acordo com especialistas, é uma eleição nova, que vai precisar de mídia, apresentando entregas e contestando a força da polarização. Há mais de 30 anos, o país tem eleição polarizada, como foi em 89, com Lula pela esquerda e Fernando Collor pela direita. De lá pra cá, o modelo tem se repetido. Já a eleição do ano passado demonstrou que o eleitor quer resultados.
Qual é o seu perfil?
Na falta de definição dos nomes na disputa pelo governo mineiro, os institutos de pesquisas decidiram mudar. Em vez de candidatos, vão apurar o perfil do eleitor, se é de esquerda ou direita, suas rejeições e o que acha dos apoiadores.
Marília aconselha o vice
Amanhã, a prefeita de Contagem (Grande BH), Marília Campos (PT), terá a primeira conversa com o vice, Ricardo Faria (PSD), sobre sua possível renúncia no final do próximo mês. Ela vai dizer que a cidade está bem estruturada, com déficit zero de 2025 para 2026 e poupança de R$ 84 milhões. Um canteiro de obras em execução e outras do PAC, que chegarão a R$ 1,8 bilhão, em várias áreas. Se for candidata (ao Senado), deixará também um conselho ao sucessor, já que ele tem pretensões. “Vou defender que o futuro dele é dar continuidade. Se houver alguma ruptura nessa continuidade seria a derrocada”.
Alckmin em BH
Além dos temas específicos de sua pasta, como taxas de juros e abertura de novos mercados, o vice-presidente e ministro Geraldo Alckmin (PSB) vai confirmar, em BH, se disputará a reeleição na chapa de Lula (PT). Na próxima segunda (9), ele vai abrir o 1º Conexão Empresarial do ano, promovido pela revista Viver Brasil no Espaço 356. Ministro de Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Alckmin falará aos empresários mineiros sobre a abertura do mercado europeu ao Mercosul e as restrições impostas pelo governo Trump.
Líder de Zema atropelado
Com apoio indireto de Zema e Simões, o líder do governo, João Magalhães (MDB), foi atropelado por outro deputado governista. Em vídeo postado, Adriano Alvarenga (PP) afirma que obteve do governo recursos para asfaltar trecho rodoviário na Zona da Mata, que liga Rio Casca à BR-116. “Conseguimos aquilo que um deputado de oito mandatos não conseguiu. Agora, bate palma. Fazer promessas com joelho dos outros é fácil”, disse Alvarenga, em crítica direta a Magalhães, que é majoritário na região.
Superávit com arrocho
O secretário da Fazenda, Luiz Cláudio Gomes, divulgou, na sexta (30), que o governo Zema registrou equilíbrio fiscal com superávit de R$ 1,108 bilhão em 2025. O estado somou receitas de R$ 132,7 bilhões e R$ 131,6 bilhões de despesas. Esqueceu-se de dizer que o resultado foi alcançado em cima do funcionalismo público, que teve negada a recomposição salarial no exercício anterior. Em vez de ajuste fiscal, o mecanismo gerou economia artificial nas despesas de pessoal. E mais: a receita tributária de 2025 ficou cerca de R$ 1 bilhão abaixo da meta prevista na Lei Orçamentária em cenário de carga tributária elevada e economia em recuperação. Resumindo: o Estado arrecadou menos do que planejou e impôs sacrifícios ao funcionalismo.
Devaneios portenhos
Um brasileiro desembarcou em Buenos Aires, na semana passada. Pegou um táxi no aeroporto rumo a um hotel e, quando passava, diante da imponente Casa Rosada, o condutor perguntou ao visitante se conhecia o prédio e ele mesmo respondeu: “hospício”. Um segundo disse algo semelhante: “aqui mora um louco”. Ao final de cinco dias na capital argentina, o turista percebeu que nove entre 10 taxistas compartilham a mesma impressão.
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Devaneios bolsonaristas
Em grupos bolsonaristas de BH, circulam listas, periodicamente atualizadas, de estabelecimentos vetados por eles, desde restaurantes, salões de beleza e até consultórios de proprietários que, segundo eles, seriam eleitores de Lula.
As opiniões expressas neste texto são de responsabilidade exclusiva do(a) autor(a) e não refletem, necessariamente, o posicionamento e a visão do Estado de Minas sobre o tema.
