Baterista de Beto Guedes conta sua trajetória no podcast 'Divirta-se'
Arthur Rezende fala sobre escuta, formação e o ofício do baterista
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Antes de aprender a nomear ritmos ou dominar a técnica, Arthur Rezende aprendeu a ouvir. Essa relação precoce com a escuta – entendida não apenas como habilidade musical, mas como forma de estar no mundo – atravessa a conversa do baterista no episódio do podcast “Divirta-se”, disponível no canal de YouTube do Portal Uai e no Spotify a partir desta sexta-feira (16/1).
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Arthur construiu uma trajetória marcada por colaborações com nomes centrais da música brasileira, especialmente ligados à cena mineira. Como baterista, integrou bandas e projetos de Toninho Horta, Vander Lee e Flávio Venturini, com quem participou de gravações e grandes turnês. Também tocou com Patrícia Ahmaral e hoje acompanha Beto Guedes nos shows.
“Minha relação com a música começou na fase intrauterina. Minha mãe é cantora e compositora. Dentro da barriga dela eu já escutava músicas e gravações”, conta Arthur. “Na infância, eu estava sempre com meu avô, que nos finais de semana ficava com o sax na salinha escrevendo partitura, solfejando e compondo. Eu ficava ouvindo”, acrescenta.
O episódio se afasta da lógica cronológica das trajetórias artísticas para investigar aquilo que antecede a profissionalização. Arthur fala da influência do ambiente familiar, das referências afetivas e do aprendizado intuitivo que o moldaram como músico antes mesmo da ideia de carreira.
Ao mesmo tempo, ele reflete sobre a formação fora das instituições formais e sobre como o autodidatismo, longe de significar isolamento, se deu em contato constante com outros músicos, discos, palcos e experiências coletivas.
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“Já toquei com muita gente do Clube da Esquina. E digo que o Clube da Esquina foi a maior influência melódica e harmônica quando eu comecei a compor as minhas composições instrumentais. Ritmicamente, ela tem uma influência muito forte desse jazz mais contemporâneo, com estruturas rítmicas e camadas e meio 3D. São várias dimensões acontecendo. Mas quando você vai ver a melodia e a harmonia, você fala: ‘Tem um pão de queijo nesse negócio aí (risos), tem uma goiabada com doce de leite. Tem uma herança mineira”, compara.