‘O agente secreto’ é indicado ao Oscar de Melhor Filme
Pelo segundo ano, um longa-metragem brasileiro disputa o principal prêmio da Academia de Hollywood; 'Ainda estou aqui', de Walter Salles, competiu em 2025
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Depois de “Ainda estou aqui” quebrar o ineditismo e colocar o Brasil entre os indicados ao Oscar de Melhor Filme, no ano passado, “O agente secreto”, de Kleber Mendonça Filho, repete o feito e vai disputar o principal prêmio da Academia de Artes e Ciências Cinematográficas de Hollywood, no próximo dia 15 de março. O anúncio dos indicados ocorreu na manhã desta quinta-feira (22/1).
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"A agente secreto" concorre com "Bugonia", de Yorgos Lanthimos; "F1", de Joseph Kosinski; "Frankenstein", de Guillermo del Toro; "Hamnet – A vida ante de Hamlet", de Chloé Zhao; "Marty Supreme", de Josh Safdie; "Uma batalha após a outra", de Paul Thomas Anderson; "Valor sentimental", de Joachim Trier; "Pecadores", de Ryan Coogler; e "Sonhos de trem", de Clint Bentley.
Essa é uma das quatro categorias em que o longa brasileiro foi indicado – as outras foram Melhor Ator (Wagner Moura), Filme Internacional e Seleção de Elenco. A última vez que uma produção nacional teve esse mesmo número de indicações foi em 2004, com "Cidade de Deus". Na época, o filme de Fernando Meirelles foi indicado a Melhor Diretor, Fotografia (César Charlone), Montagem (Daniel Rezende) e Roteiro Adaptado (Bráulio Mantovani).
O longa de Kleber Mendonça Filho, que estreou no Festival de Cannes, em maio do ano passado, onde recebeu os prêmios de direção e ator (Wagner Moura), já acumula 57 troféus em 38 premiações. No exterior, recebeu os prêmios do júri e da crítica internacional de Melhor Filme no Festival de Cinema de Lima e o prêmio do júri popular de Melhor Filme no Festival Internacional de Cinema de Pingyao. Nos festivais brasileiros, “O agente secreto” venceu a categoria no Prêmio da Associação Paulista de Críticos de Arte (APCA) e da Associação de Críticos de Cinema do Rio de Janeiro.
Ambientada em 1977, em Recife, durante a ditadura militar brasileira, a trama acompanha Marcelo (Wagner Moura), pesquisador universitário e cientista que retorna à capital pernambucana em busca do filho e encontra abrigo na casa de Dona Sebastiana (papel de Tânia Maria), que acolhe perseguidos políticos e marginalizados, formando uma rede improvisada de resistência.
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Em cartaz nos cinemas brasileiros desde novembro, o longa acumula mais de 1 milhão de espectadores. Ainda não há previsão de chegada às plataformas de streaming.