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'Dona Beja' que estreia na HBO Max, manda recado para o século 21

Com Grazi Massafera, novela ganha segunda versão a partir desta segunda (2/2), com releitura contemporânea do mito de Araxá

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O cenário é a Minas Gerais do século 19. O folhetim é um clássico da teledramaturgia brasileira, mas a nova versão de “Dona Beja” traz a releitura da história da mulher que virou lenda em Araxá, no Alto Paranaíba. Os primeiros cinco capítulos chegam à plataforma HBO Max nesta segunda-feira (2/2). É a segunda novela original da plataforma de streaming, a primeira foi “Beleza fatal”, sucesso nas redes sociais.

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Com 40 capítulos e lançamento em mais de 100 países, não se trata de trama nostálgica, mas da tradução contemporânea que utiliza o passado para implodir hipocrisias do presente. A primeira versão de “Dona Beja” foi ao ar em 1986, na extinta TV Manchete, baseada no romance histórico “A vida em flor de Dona Beja”, do escritor mineiro Agripa Vasconcelos (1896-1969).


Liberdade

“A novela é uma releitura, não um remake. O objetivo foi adaptar a personagem para o contexto de 2026, ampliando o horizonte de sua liberdade e de seu impacto”, afirma o autor Daniel Berlinsky. Segundo ele, a trama, “incômoda” por natureza, convida o espectador ao movimento, rejeitando o conceito de “água parada”.

Se a versão de 1986, escrita por Wilson Aguiar Filho, focava intensamente no apelo sensual e no escândalo moral em torno da mulher que abriu um bordel para se vingar, a versão de 2026 mergulha no empoderamento político e social. A nova Beja não quer apenas chocar; ela quer construir um império e questionar a sociedade que a marginalizou.

Na primeira versão, a protagonista era vivida por Maitê Proença; agora é Grazi Massafera quem assume o papel de Ana Jacinta de São José. Após ser raptada e sofrer desonra por parte da sociedade conservadora, a jovem decide abrir a Chácara do Jatobá e escolher seus próprios amantes, tornando-se a mítica Dona Beja.

Grazi Massafera revela que pediu bênção a Maitê Proença, e as duas se tornaram amigas por conta da novela. Nos primeiros capítulos, a atriz, de 43 anos, vive a adolescente Ana Jacinta, em performance que ela mesma admite não convencer. Prossegue como Beja adulta e idosa.

Grazi se apaixonou pela lendária pioneira de Araxá. “Expressar esta personagem me transformou e me ensinou sobre a força do instinto e a intuição. Beja é um ícone, mulher que abraça minorias, rompe barreiras e não aceita padrões. Ela é uma inspiração para mim e para a forma como educo minha filha. A novela enfia o dedo na ferida da sociedade através da poesia e de questões reais”, afirma.

Além de “Dona Beja”, Grazi Massafera está no ar em “Três Graças”, novela das nove da Globo, interpretando a vilã cômica Arminda. “É comédia, mas ali tem preconceito, é uma mulher que não vive seus desejos e, quando vive, se satisfaz de uma maneira que fica até engraçada, vira quase criança. Ela é ruim, é a ruindade em pessoa”, comenta, ressaltando que Arminda é muito diferente de Beja.


Pesquisa histórica

A nova Beja não caminha sozinha. O roteiro de Daniel Berlinsky e António Barreira expande o universo da protagonista para abordar a realidade que já existia no século 19, mas foi silenciada ao longo da história e ainda desafia o Brasil de 2026. A diversidade racial, por exemplo, fortalece a narrativa.

O roteiro é fruto de muito trabalho de pesquisa. Foram encontrados documentos apontando que a boa parte das pessoas negras na época não era escravizada. Muitas haviam ascendido socialmente.

O ator André Luiz Miranda, que interpreta João, destaca a importância de mostrar essa realidade, frequentemente omitida nos livros escolares.

“João representa o amor e o afeto, fruto de um sentimento real em tempos de casamentos arranjados. A novela combate estereótipos ao mostrar a diversidade de pensamento entre pessoas negras. Meu personagem traz uma ancestralidade e um legado político; ele luta por ideais junto dos amigos, cada um com sua visão de mundo”, destaca.

A sexualidade e a sororidade também ganham novos contornos. Indira Nascimento, que vive a apaixonada Maria, vê a personagem como um “presente” para discutir a heterossexualidade compulsória.

“Maria busca entender sua própria sexualidade em um contexto repressor. Desejo que ela inspire meninas a questionarem padrões e a explorarem seus próprios desejos”, afirma.

Pedro Fasanaro, que interpreta Severina, destaca a amizade como força política. “A relação de Severina com Beja inspira sororidade e empoderamento mútuo. É sobre valorizar o amor em diversas formas, especialmente o amor entre amigas”, declara.


Rigor estético e pesquisa

A HBO Max investiu em infraestrutura monumental, construindo cidade cenográfica com área de 1.710 metros quadrados, no Rio de Janeiro, para mergulhar no século 19.

A Araxá imperial foi recriada com rigor estético que mistura pesquisa histórica e visual cinematográfico. No guarda-roupa, há mais de três mil peças de figurino exclusivas, reforçando a riqueza e a ambientação de época.

A novela contou com cerca de 350 profissionais nos bastidores e elenco de 70 atores. A produção assumiu o compromisso com a diversidade, trazendo mulheres em posições técnicas de liderança e consultores de diversidade para o roteiro.

“Foi um processo potente e carinhoso. Estamos apresentando a história brasileira para o mundo com novo padrão de qualidade”, destaca Renata Rezende, diretora de produção da Warner Bros. Discovery.

“O Brasil faz as melhores novelas do mundo. Esta é uma obra potente, contemporânea e tecnicamente impecável”, completa Adriana Silva, a Dida, diretora-geral da produtora Floresta.

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“DONA BEJA”
Novela de Daniel Berlinsky e António Barreira, com 40 capítulos. Estreia nesta segunda-feira (2/2), na HBO Max. Direção-geral: Hugo de Sousa. Diretores: Bia Coelho, Thiago Teitelroit, João Boltshauser, Rogério Sagui e Ana Angel. Com Grazi Massafera, David Junior, Bianca Bin, Erika Januza, André Luiz Miranda, Indira Nascimento, Pedro Fasanaro e Nikolas Antunes. Produção: Floresta e Warner Bros. Discovery.

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