O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, comemorou a implantação da isenção do pagamento de imposto de renda (IR) para trabalhadores que ganham até R$ 5.000 de salário. Nas redes sociais, Haddad deu os parabéns aos brasileiros e questionou: “Já olhou seu contracheque?”.
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Com a nova lei, foi ampliada a faixa de isenção do IR, que antes era válida para quem recebia até R$ 3.036, equivalente a dois salários mínimos em 2025. Com isso, trabalhadores que recebem dentro desse limite deixam de sofrer descontos na folha de pagamento. “Isso é bacana porque é uma promessa, uma coisa que foi cumprida e isso aumenta o seu salário líquido”, afirmou o ministro.
Segundo Haddad, cerca de 10 milhões de brasileiros vão se beneficiar com a medida e poderão optar por usar o dinheiro que seria descontado em outras coisas, como pagar uma dívida, passear, comprar algo e se planejar melhor. “A gente sabe que é duro chegar no fim do mês com as coisas em ordem”, disse.
A medida não apenas beneficia quem recebe até R$ 5 mil. Se o trabalhador recebe até R$ 7,35 mil, é aplicado um desconto progressivo e descontado menos do que era anteriormente à Lei da Isenção. Aproximadamente 5 milhões de brasileiros estão nesta faixa.
Com isso, quem ganha mais de R$ 1 milhão por ano passa a pagar também um imposto de renda mínimo. “É uma contribuição para compensar os 10 milhões de trabalhadores que, a partir de agora, deixaram de pagar, e os 5 milhões que vão pagar um pouco menos. São 140 mil brasileiros, aproximadamente, que vão ser atentados por um imposto mínimo, porque ganham mais de um milhão e não pagam nada”, afirmou o ministro.
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A isenção do imposto de renda é uma das principais apostas do governo para as eleições presidenciais. A ministra de Relações Institucionais, Gleisi Hoffmann, afirmou que o projeto é um dos mais importantes para a gestão do presidente Lula, de modo que faz com que “o andar de cima pague tributos, porque pela primeira vez nós vamos colocar tributos para dividendos".
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Diante da popularidade do projeto de lei, senadores se revezaram na tribuna do Senado durante a sessão de votação, ocorrida em novembro, para declarar apoio. Mesmo com críticas ao governo Lula, Flávio Bolsonaro (PL-RJ) disse que a oposição votaria a favor e que a isenção havia sido prometida pelo pai dele, o então presidente Jair Bolsonaro (PL), hoje preso por tentativa de golpe. Bolsonaro, contudo, terminou o mandato sem cumprir a promessa.
