A Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de Minas Gerais (Fecomércio MG) e a Prefeitura de Belo Horizonte (PBH) anunciaram um convênio nas áreas de cultura e de turismo, com eventos previstos para 2026 e 2027. O primeiro aporte, de R$ 2 milhões, já está sendo aplicado no carnaval deste ano, enquanto outros R$ 5 milhões serão destinados a outros eventos importantes para a capital, além da promoção de grandes shows.
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“Entendemos que Belo Horizonte precisa se destacar junto às grandes capitais, haja vista que existem vários shows no Rio de Janeiro e em São Paulo. Nós queremos dar esse apoio ao prefeito, que entende que o turismo precisa ser desenvolvido, que precisamos trazer shows, que a cidade precisa crescer”, disse Nadim Donato, presidente da Fecomércio MG — além do Serviço Social do Comércio em Minas Gerais (Sesc MG) e do Serviço Nacional de Aprendizagem Comercial em Minas Gerais (Senac MG).
De acordo com Álvaro Damião (União Brasil), prefeito de Belo Horizonte, a estimativa é que aproximadamente R$ 1 bilhão vão circular na economia da capital durante o carnaval de 2026: “Quando um montante desse circula na cidade, é sinal de que os hotéis estão lotados, que as pessoas estão utilizando táxi e Uber com muito mais frequência, é sinal de que aquela senhora que ganha R$ 1.600/R$ 2 mil por mês ganhou R$ 4.600/R$ 5 mil, que é a expectativa do ambulante vendendo refrigerante, cerveja e água.”
Damião explicou que o dinheiro que esse ambulante ganha será gasto no sacolão ou na padaria perto da sua casa, e esta é uma forma da prefeitura movimentar a economia da cidade. O prefeito garante que o carnaval em Belo Horizonte dá lucro: “O investimento que a prefeitura faz, volta para a prefeitura, não só com patrocínios como esse (da Fecomércio MG), mas em dinheiro mesmo, através dos impostos que são pagos na cidade”.
De acordo com Eduardo Cruvinel, presidente da Empresa Municipal de Turismo de Belo Horizonte (Belotur), o município está investindo R$ 28 milhões no carnaval de 2026. Até o momento, a prefeitura arrecadou R$ 2,8 milhões junto a patrocinadores. Ele explica que o dinheiro arrecadado com patrocínio é usado para compensar parte do investimento feito pelo município.
Por questões burocráticas e falta de tempo hábil, o aporte de R$ 2 milhões da Fecomércio no carnaval de 2026 não foi financeiro, mas direcionado diretamente para o pagamento de cachês de artistas, além da montagem de palco e estruturas. No entanto, em 2027, parte do investimento da Fecomércio poderá ser usada diretamente pela prefeitura, por exemplo, para a contratação de mais gradis e banheiros químicos.
Damião ainda comentou que a prefeitura não fechou as portas para novos patrocínios para o carnaval de 2026: “Se aparecer alguém hoje querendo patrocinar, a gente vai abrir conversas. O que não pode é a pessoa achar que vai colocar preço no carnaval de Belo Horizonte. [...] Eu não vou entregar a cidade. Eu não vou dar tudo que o patrocinador quer em troca de um valor. Então, se aparecer alguém querendo patrocinar o carnaval, será muito bem-vindo. É só falar o valor e a gente fala o que pode oferecer dentro daquele valor”.
Quais eventos serão patrocinados?
Além do carnaval, o Sistema Fecomércio manifestou o interesse de investir em outros eventos importantes para Belo Horizonte: em maio, a ideia é apoiar a comemoração de 10 anos do título de Patrimônio Mundial da Humanidade do Conjunto Moderno da Pampulha pela Unesco; em junho, o Festival Internacional de Teatro Palco & Rua de Belo Horizonte (FIT BH); em julho, o Arraial de Belô; em agosto, a Virada Cultural; e em dezembro, um grande show de aniversário de Belo Horizonte.
Damião explica que não existe uma quantia específica estipulada para cada um desses eventos. Os R$ 5 milhões investidos pela Fecomércio para essa destinação vão sendo diluídos do montante. O aporte ainda abrange um patrocínio para o carnaval de 2027 de Belo Horizonte. “Além desse investimento, também estamos tentando trazer um show maior, talvez um show internacional, mas ainda não existe um nome, existe só o estudo”, completou o presidente da Fecomércio MG.
Além de confirmar que ainda não existe um nome definido para esse grande show, o prefeito de Belo Horizonte acrescentou que, devido ao período chuvoso, pode ser que o evento nem seja realizado no dia 12/12, podendo ser antecipado. Também não se sabe onde em Belo Horizonte esse show seria realizado, mas o prefeito sugeriu que a Praça da Estação comporta quase 1 milhão de pessoas, caso o público seja acomodado ao longo da Av. dos Andradas. Para isso, como é feito em outros grandes shows, seriam disponibilizados telões e sonorização para quem ficou longe do palco.
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Centro de Atendimento ao Turista
Nadim ainda anunciou a renovação do convênio do Sesc MG com o Centro de Atendimento ao Turista (CAT) do Mercado das Flores, na Av. Afonso Pena, esquina com a Rua da Bahia. “É de interesse da prefeitura e da Fecomércio prorrogar essa parceria por um tempo maior que dois anos”, disse o prefeito. De acordo com o Sesc MG, o atendimento do CAT vai além da informação turística, funcionando também como ponto de venda de viagens, excursões e passeios operacionalizados pelo Sesc, ingressos para espetáculos no Sesc Palladium, eventos e outros serviços disponibilizados pelo Sistema Fecomércio MG.
